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E-sports03 de nov. de 2026, 08:54

Ranking próprio e valorização do tier 2: os planos do Circuit X para 2027

CEO Carlos Passow detalha estratégia da organizadora de torneios brasileira para fortalecer a base e reduzir a dependência de jogadores estrangeiros.

Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports

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O Circuit X, organizadora brasileira de torneios de Counter-Strike que já realizou oito edições — seis apenas no último ano —, revelou os planos para 2027 em entrevista exclusiva de seu CEO, Carlos Passow. A aposta central é um sistema de ranking próprio para fortalecer a base competitiva do país, somado a uma estratégia de valorização do chamado tier 2, a camada de competições abaixo da elite que serve de celeiro para novos talentos.

Um ranking para quem fica de fora

"Temos uma ideia de criar um próprio ranking para fortificar nossas bases, dar opção para times que hoje não estão no tier 2 jogarem", explicou Passow. A lógica é simples: hoje, boa parte das equipes brasileiras de nível intermediário não tem competições suficientes para evoluir e disputar espaço com os times já estabelecidos. Um ranking próprio do Circuit X criaria um caminho estruturado para essas equipes, com calendário e critérios de classificação definidos pela própria organizadora.

Por que o tier 2 importa

A estratégia de valorizar o tier 2 — nomenclatura usada no CS para classificar o segundo escalão de competições, abaixo dos torneios internacionais de maior prestígio — tem um objetivo direto: evitar que organizações brasileiras precisem buscar jogadores no exterior por falta de talento revelado internamente. Passow reconhece as dificuldades financeiras do cenário, citando o peso de impostos sobre a operação de eventos no Brasil, mas também vê uma oportunidade no fim recente das apostas esportivas no país: a mudança deve forçar uma reestruturação de custos, inclusive na contratação de jogadores de alto valor, o que pode abrir espaço para novos nomes.

De olho na próxima geração

O CEO do Circuit X aposta em nomes como arT, da Legacy, organização brasileira de e-sports, insani, da MIBR, tradicional equipe nacional, e KSCERATO, da FURIA, para manter o legado competitivo do país após a aposentadoria de FalleN, um dos jogadores mais vitoriosos da história do CS brasileiro.

Calendário para 2027

A previsão é de três a seis torneios do Circuit X ao longo de 2027, número que pode variar conforme o cenário econômico do e-sports nacional se estabilizar. Para o torcedor de tier 2, a expectativa é de mais oportunidades de acompanhar de perto equipes emergentes antes de elas chegarem — ou não — ao primeiro escalão internacional.

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