
Ray-Ban Meta Audio: Meta lança óculos sem câmera, mais leve e focado em IA
No Meta Connect 2026, a Meta apresentou o Ray-Ban Meta Audio, primeiro óculos inteligente da linha sem câmera, com 43 gramas e até 12 horas de bateria. O modelo custa a partir de US$ 349 e chega em 13 de outubro.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O óculos que a Meta tirou a câmera para ficar melhor
Depois de duas gerações colocando câmera em tudo, a Meta fez o caminho inverso. No Meta Connect 2026, a empresa apresentou o Ray-Ban Meta Audio, um óculos inteligente que abre mão do sensor de imagem para focar só em áudio e inteligência artificial. Parece retrocesso, mas na prática é a especificação virando experiência: sem câmera, o óculos pesa apenas 43 gramas, um salto de leveza sobre os modelos com foto e vídeo da linha Ray-Ban Meta, parceria de óculos da Meta com a fabricante italiana Ray-Ban.
Bateria de 12 horas e reforço no conforto
O Ray-Ban Meta Audio promete até 12 horas de bateria em uma carga, chegando a 48 horas com o estojo de recarga incluído — número relevante para quem reclamava da autonomia curta das gerações anteriores. A Meta também redesenhou o encaixe físico: pontas de haste ajustáveis, almofadas nasais intercambiáveis e dobradiças com maior amplitude de abertura, pensadas para uso prolongado sem câmera pesando no rosto.
Áudio e Meta AI no centro da experiência
Sem lente para fotos, o produto mira em quem quer ouvir música e podcasts, atender ligações, traduzir conversas em tempo real e conversar com a Muse, assistente de IA da Meta, tudo sem tirar o celular do bolso. A marca destacou ainda captação em Dolby Atmos e modos de áudio personalizáveis. É a mesma lógica de fones abertos ganhando corpo de óculos — só que com IA embutida.
Design com mais opções que a geração anterior
O modelo vem em 23 combinações de cor e lente, divididas em dois estilos: o retrô Clubmaster e o retangular Burbank, ambos compatíveis com grau. É uma oferta mais ampla que a das gerações com câmera, sinal de que a Meta quer atrair quem rejeitava o modelo anterior justamente pelo sensor embutido — tema que voltou a gerar debate público sobre privacidade e gravação não consentida em óculos inteligentes.
Preço e chegada ao mercado
Nos Estados Unidos, as pré-vendas começaram em 23 de setembro, com envio a partir de 13 de outubro e preço inicial de US$ 349. A Meta ainda não confirmou data ou valor para o Brasil.
Vale o preço no Brasil?
Convertendo por cotação bruta, US$ 349 já bate a casa dos R$ 1.900 antes de imposto — e óculos de marca costumam chegar por aqui com ágio pesado. Sem câmera, o argumento de venda muda: é pagar por conveniência de áudio e IA no rosto, não por fotos e vídeos hands-free. Para quem já cogitava a linha Ray-Ban Meta mas travava na questão da câmera, o Audio pode ser a porta de entrada certa — desde que o preço nacional não estrague a conta.
Atualização (24/09, 00:57): Atualização (24/09/2026): A decisão da Meta de lançar uma versão sem câmera dos óculos inteligentes aparece, em reportagens publicadas após o anúncio, como resposta direta às críticas de privacidade que perseguem a linha havia meses. Usuários — majoritariamente homens — foram flagrados gravando outras pessoas sem consentimento, o que rendeu aos óculos com câmera o apelido de "óculos pervertidos" nas redes sociais. A solução anterior da empresa, um LED que acende para indicar gravação, não resolveu o problema porque pode ser coberto ou ignorado.
Ao justificar a aposta em áudio no lugar de câmera, Zuckerberg disse: "depois que você se acostuma com áudio de alta qualidade, é algo que você passa a querer sempre". A Meta não afirma publicamente que a mudança é uma retirada estratégica das câmeras, mas o momento do lançamento — em meio à repercussão negativa — reforça a leitura de que a pressão por privacidade pesou na decisão.
Atualização (24/09, 00:57): Novo óculos parte de US$ 449, aparelho auditivo vira função de software aprovada pela FDA e Ray-Ban Display chega a mais três países europeus.