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Smart CitiesSegurança04 de ago. de 2026, 10:52Atualizada em 05 de ago. de 2026, 19:59

Reconhecimento facial da Bahia chega a 6 mil foragidos capturados desde 2019

Sistema da SSP-BA, presente em 81 cidades e em grandes eventos como o Carnaval, atingiu a marca em julho de 2026; só neste ano já são mais de 1.400 prisões.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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O sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) alcançou, em 30 de julho de 2026, a marca de 6 mil foragidos da Justiça capturados desde a implantação da tecnologia, em 2019. O número consolida o programa baiano como um dos maiores casos de uso de biometria facial na segurança pública do país.

Onde o sistema opera

A tecnologia está implantada em 81 cidades baianas e também é utilizada de forma itinerante em grandes eventos realizados na capital e no interior, como Carnaval, São João, Réveillon e outras festas populares. Segundo a SSP-BA, cerca de 70% dos 6 mil foragidos localizados desde o início da operação eram procurados por crimes como homicídio, roubo, estupro, tráfico de drogas, furto e violência contra a mulher.

Ritmo acelerado em 2026

O ano de 2026 tem sido o de maior produtividade do sistema. Em 8 de julho, a SSP-BA já contabilizava 1.400 prisões no ano, com operação diária na capital, na Região Metropolitana de Salvador e em cidades do interior. Entre os casos registrados está o de um homem procurado por estupro de vulnerável em Vitória da Conquista: as câmeras emitiram o alerta, o Centro Integrado de Comunicações acionou a 78ª CIPM e a equipe realizou a abordagem e a prisão.

O fluxo é sempre o mesmo: quando a câmera identifica um rosto com alto índice de similaridade com um mandado de prisão em aberto, o alerta é validado por operadores e repassado às equipes em campo, que fazem a abordagem e a checagem da identidade.

Investimento alto e questionamentos

A Bahia é também o estado que mais investiu nesse tipo de tecnologia no país. O relatório "Mapeando a Vigilância Biométrica", da Defensoria Pública da União (DPU) com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), aponta cerca de R$ 66 milhões investidos pelo estado — o maior valor entre as unidades da federação mapeadas.

O mesmo relatório, no entanto, alerta para riscos do modelo: taxas de erro maiores para pessoas negras, indígenas e asiáticas e ausência de legislação federal específica para o uso de reconhecimento facial na segurança pública. Enquanto a regulação não avança no Congresso, a expansão dos sistemas estaduais segue em ritmo acelerado — e a Bahia permanece como principal vitrine, e principal laboratório, dessa aposta.

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