
Redmagic 12 Pro aposta em RGB extra no resfriamento líquido e tela de 185Hz
A Redmagic atualiza seu celular gamer com um sistema de refrigeração líquida ainda mais iluminado, tela de 185Hz e câmera sob a tela, mas sobe o preço e corta a entrada de fone P2 em relação à geração anterior.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Mais luz, mais potência
A Redmagic, marca de celulares voltados a jogos da chinesa Nubia (subsidiária da ZTE), acaba de levar para o mercado global o Redmagic 12 Pro, e a aposta principal é visual: o sistema de resfriamento líquido que já existia na linha ganhou ainda mais iluminação RGB. Na prática, isso significa que o circuito transparente de líquido que corre pela parte de trás do aparelho agora pisca e muda de cor de forma mais vistosa, acompanhado por um anel de luz abaixo da câmera principal, por luzes nas laterais e por tiras RGB nos gatilhos de ombro — aqueles botões extras que fazem o aparelho parecer um controle de videogame.
Segundo o fabricante, o novo sistema, chamado AquaCore Cooling System 3.0, aumentou a pressão de saída do líquido em 85% em relação à geração anterior, combina um circuito duplo de refrigeração com um cooler de 25.500 RPM e metal líquido de quarta geração. Ou seja: na teoria, menos aquecimento em sessões longas de jogo pesado, o que historicamente é o maior diferencial da marca frente a celulares convencionais.
Tela mais rápida, câmera escondida
O Redmagic 12 Pro também estreia uma tela OLED de 6,85 polegadas com taxa de atualização de 185Hz, que a empresa descreve como a primeira do mercado nesse patamar — embora essa velocidade máxima só seja alcançada em jogos compatíveis, ou seja, no dia a dia o ganho percebido tende a ser mais sutil do que o número sugere. A câmera frontal de 16 megapixels fica embutida sob a tela, mantendo a sensação de um visor "cheio", sem furos ou notch, ainda que a qualidade das selfies dependa bastante de suavização por inteligência artificial. Na traseira, duas câmeras de 50 megapixels (principal com estabilização óptica e ultra-angular) priorizam o design integrado sob um painel de vidro único, mais do que propriamente a qualidade fotográfica.
O que mudou da geração anterior
Em relação ao Redmagic 11 Pro, a bateria cresceu para 8.400 mAh, e o aparelho ficou mais fino. Por outro lado, a versão global perdeu a entrada de fone de ouvido P2, a carga rápida caiu para 80W (contra 120W da variante chinesa) e a configuração máxima de memória RAM recuou de 24GB para 16GB. O preço também subiu: a versão mais básica custa a partir de 949 dólares, podendo chegar a 1.199 dólares na configuração de topo com 16GB de RAM e 1TB de armazenamento — cerca de 200 dólares mais caro que o modelo anterior. As pré-vendas começam em 12 de novembro, com embarque a partir do dia 18, chegando a mercados como América do Norte, Europa, Reino Unido, Ásia-Pacífico, Oriente Médio, México e Chile.
Vale o preço no Brasil?
Até agora não há previsão oficial de venda do Redmagic 12 Pro no Brasil — a lista de mercados contemplados no lançamento global nem cita o país, diferente de vizinhos como México e Chile. Pelo histórico da marca, que costuma chegar por aqui via importação não oficial ou lojas internacionais, é provável que o aparelho acabe disponível por canais alternativos, com impostos e frete empurrando o preço final bem além dos 949 dólares anunciados. Para quem joga pesado no celular e valoriza o visual RGB, pode compensar; para o consumidor comum, o custo de importar um aparelho de nicho como esse dificilmente se paga.