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IAMercado06 de out. de 2026, 21:31

Reflection lança Beam, modelo aberto que rivaliza com IA chinesa gastando menos

A Reflection AI, startup apoiada pela Nvidia, apresentou o Beam, modelo de peso aberto com 501 bilhões de parâmetros. A empresa diz igualar o desempenho do chinês GLM-5.2 usando de 3 a 4 vezes menos poder computacional.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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501 bilhões de parâmetros contra o modelo chinês

501 bilhões de parâmetros totais, 23 bilhões ativos. Esse é o tamanho do Beam, o novo modelo de peso aberto da Reflection AI, startup de dois anos sediada no Brooklyn, nos Estados Unidos, fundada por ex-pesquisadores do Google DeepMind. A empresa diz que o Beam iguala o desempenho do GLM-5.2, modelo chinês da Z.ai, em benchmarks avançados de raciocínio — usando de 3 a 4 vezes menos poder computacional de inferência.

Para comparação, o GLM-5.2 tem cerca de 744 bilhões de parâmetros totais e 40 bilhões ativos. O Beam foi pré-treinado em 23,8 trilhões de tokens, passou por aprendizado por reforço em alta escala de compute e tem janela de contexto de 1 milhão de tokens. É um modelo só de texto, do tipo mixture-of-experts, voltado a raciocínio, codificação e tarefas agênticas.

Quem financia a aposta

A Reflection AI já levantou cerca de US$ 4,7 bilhões em financiamento, com a rodada mais recente avaliando a empresa em US$ 25 bilhões. Entre os investidores estão Nvidia, Sequoia Capital e Lightspeed Venture Partners. A empresa também fechou acordos de infraestrutura com a SpaceX e a Nebius, empresa de nuvem especializada em computação para IA, somando mais de US$ 7 bilhões — incluindo acesso a chips GB300 da Nvidia até 2029.

Peso aberto, mas com estratégia comercial

Os pesos completos do Beam e a documentação técnica devem ser liberados ainda em outubro de 2026, distribuídos por meio de hyperscalers e neoclouds — provedores de nuvem voltados especificamente para cargas de trabalho de IA. A Reflection descreve o Beam como um modelo "workhorse", de uso geral, destinado a empresas, setor público e desenvolvedores.

A empresa também promove o conceito de "AI factories": instituições treinando versões personalizadas do modelo com dados próprios, para rodar localmente. Um teste desse conceito já começou com o Shinsegae Group, conglomerado varejista sul-coreano.

O que ainda falta responder

A Reflection não divulgou os números exatos dos benchmarks comparativos com o GLM-5.2, nem o custo de licenciamento para empresas que quiserem treinar modelos personalizados via "AI factories". Também não está claro se a liberação dos pesos em outubro incluirá todas as variantes do modelo ou apenas uma versão inicial.

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