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Mercado19 de out. de 2026, 11:03

Reino Unido estuda estender taxa de TV a quem assiste YouTube e streaming

Governo britânico avalia ampliar a cobrança anual de 180 libras, hoje restrita à TV aberta e ao BBC iPlayer, para quem consome conteúdo em serviços de streaming como YouTube.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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A taxa que pode crescer

O governo do Reino Unido estuda ampliar a cobrança da chamada TV licence, taxa anual de 180 libras hoje usada para financiar a BBC, para alcançar também quem assiste a conteúdo por streaming, incluindo o YouTube. A proposta é informalmente chamada de "taxa do YouTube".

Como funciona hoje

Atualmente, o pagamento da taxa é obrigatório apenas para quem assiste a transmissões de TV ao vivo ou usa o BBC iPlayer. Quem consome conteúdo exclusivamente por streaming, sem acessar esses serviços, pode legalmente evitar a cobrança — é exatamente essa brecha que o governo quer fechar.

Quem seria afetado

Segundo reportagem do jornal The Independent, a mudança poderia alcançar entre 3 e 4 milhões de domicílios adicionais que hoje não pagam a taxa por não acessarem TV ao vivo nem o iPlayer. Esses lares passariam a ser cobrados pelo simples consumo de vídeos sob demanda em plataformas como YouTube e serviços de streaming.

Quem ganha e quem perde

A BBC seria a principal beneficiada, já que a taxa é a base do seu financiamento e a emissora enfrenta queda na audiência tradicional conforme o público migra para plataformas digitais. Do outro lado, consumidores que hoje escapam da cobrança por não assistir TV passariam a arcar com o custo, e plataformas de streaming podem sofrer pressão política por estarem no centro do debate.

Próximos passos

A definição deve constar de um White Paper sobre a renovação da carta que rege a BBC, com publicação prevista antes do Natal. O documento vai estabelecer como a emissora será governada, regulada e financiada a partir de 2028.

A discussão reflete um dilema regulatório comum a outros países: como manter o financiamento de emissoras públicas tradicionais em um cenário de migração acelerada para o consumo de vídeo sob demanda.

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