
Relatório mostra onde é mais caro e difícil estacionar nos EUA
Nova York tem só 19% de vagas disponíveis nas ruas e cobra até US$ 31,80 por hora em estacionamentos privados, segundo a Inrix.
Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities
O retrato da vaga que não existe
A Inrix, empresa de análise de dados de transporte, publicou o "Parking Scorecard", relatório anual sobre a disponibilidade e o custo de estacionamento em 121 centros urbanos de 14 países. O recorte das grandes cidades americanas mostra um dilema comum a quem dirige até o centro: ou se perde tempo caçando vaga na rua, ou se paga caro num estacionamento privado.
Nova York lidera o problema com a menor disponibilidade de vagas nas ruas entre as cidades analisadas: apenas 19% das vagas on-street estão livres em média. Filadélfia vem em seguida, com 27%; Chicago, Los Angeles e Washington ficam abaixo de 40%; Miami tem 46% e Dallas, a mais folgada do grupo, 62%.
Quem paga mais
Quando sobra vaga de rua, ela sai muito mais barata que o estacionamento privado — em Chicago, a diferença é de US$ 6,24 por hora na rua contra US$ 22,93 por hora num estacionamento fechado. Nova York é o extremo: US$ 31,80 por hora em estacionamentos privados, a tarifa mais alta do levantamento entre EUA e Canadá, onde a média geral fica em US$ 8,35 por hora. "A escassez de vagas de rua empurra o motorista para o estacionamento privado, que cobra o preço que quiser", resumiu Ahmed Darrat, diretor de produto da Inrix.
Por que isso é um problema de gestão pública
O relatório não é só uma lista de reclamação de motorista: disponibilidade e preço de vaga são indicadores diretos de como uma cidade organiza o uso do espaço público, cobra por ele e direciona quem usa carro versus transporte coletivo. Cidades brasileiras, que enfrentam o mesmo aperto em bairros centrais, têm nesses números um parâmetro concreto: quanto vale a vaga, quem fiscaliza a zona azul, e se a receita de estacionamento está sendo reinvestida em mobilidade.