
Relógio movido a luz dispensa bateria e recarga, mas só chega ao Reino Unido
A Citizen lançou o Peyten EM1232-59D, relógio com tecnologia Eco-Drive que se recarrega com luz natural ou artificial e nunca precisa de troca de bateria — por enquanto, só à venda no Reino Unido, por £269.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A promessa: nunca mais trocar bateria
A Citizen colocou à venda no Reino Unido o Peyten EM1232-59D, relógio de R$ 1.884 na conversão direta de £269 — e o detalhe que chama atenção não é o preço, é o motor por trás dos ponteiros. O modelo usa a tecnologia Eco-Drive, que capta tanto luz natural quanto artificial através de um painel solar integrado sob o mostrador, converte em energia e armazena numa célula recarregável interna. Na prática, isso elimina duas dores clássicas de quem usa relógio analógico: nunca mais recarregar no cabo e nunca mais pagar para trocar bateria.
Especificação virando rotina
Foto: reprodução/gizmochina.com
A caixa é de aço inoxidável de 30 mm com acabamento dourado, mostrador em madrepérola com marcadores de hora aplicados e três ponteiros, cristal mineral e pulseira de aço inoxidável a combinar, com fecho dobrável. A resistência à água é de 50 metros (5 ATM) — dá para lavar o rosto e nadar na superfície sem susto, mas não é relógio para mergulho ou esportes de alto impacto. É a mesma lógica de sempre da Eco-Drive: trocar a complexidade de uma bateria por um painel solar discreto que segue funcionando sozinho, dia após dia, sem o usuário precisar pensar nisso.
Onde ele se encaixa na família Peyten
O EM1232-59D expande uma linha que a Citizen já vinha reforçando: no início de agosto, a marca havia lançado as versões EM1230-54X (mostrador roxo, £249) e EM1234-53L (mostrador azul, £269) da mesma coleção Peyten, também com caixa de 30 mm e Eco-Drive. A diferença do novo modelo fica por conta do acabamento dourado e do mostrador em madrepérola, que miram um público que quer um relógio mais clássico sem abrir mão da praticidade solar.
Vale o preço no Brasil?
Aqui a resposta é: ainda não dá pra saber, porque o relógio nem chegou. O valor de R$ 1.884 é só a conversão direta da libra — sem imposto de importação, sem margem de distribuidor, sem nada do que normalmente infla o preço de um produto importado quando (e se) ele desembarca oficialmente por aqui. Fica o registro de que a tecnologia é real e resolve um problema de verdade, mas por enquanto é um relógio para quem tem como comprar direto do Reino Unido.