
Retro Song Bird transforma cartucho de Game Boy em tocador de trilha sonora
O Retro Song Bird tem slot para cartuchos de Game Boy e Game Boy Color, mas em vez de rodar o jogo, ele só reproduz a trilha sonora e os efeitos sonoros do cartucho — com suporte a mais de 1.900 jogos e emulação de som em nível de registro.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um Game Boy que só quer tocar música
Se você guarda uma caixa de cartuchos de Game Boy há décadas, o Retro Song Bird dá um motivo novo pra desempoeirá-los. O dispositivo tem um slot igual ao do GB Operator, acessório da Epilogue, empresa especializada em hardware de preservação de jogos retrô que já é referência entre colecionadores, mas com uma proposta bem mais específica: em vez de deixar você jogar o cartucho, ele só reproduz a trilha sonora e os efeitos sonoros embutidos no cartucho.
Encaixa o cartucho, aperta play, e a trilha sonora do jogo — aquela que ficava gravada na memória de quem jogou Pokémon, Zelda ou Kirby na telinha monocromática — sai tocando. O aparelho suporta mais de 1.900 cartuchos de Game Boy e Game Boy Color, e usa emulação de som "em nível de registro", ou seja, reproduzindo o comportamento exato do chip de áudio original em vez de uma aproximação. Dá pra pular faixas, ajustar volume e, se quiser qualidade superior, plugar o Retro Song Bird direto numa aparelhagem de som.
O que o GB Operator não faz
A comparação com o GB Operator é inevitável, já que os dois compartilham o mesmo tipo de slot para cartucho. Mas enquanto o acessório da Epilogue — vendido a US$ 49,99, cerca de R$ 250 na cotação atual — foca em rodar os jogos no computador, fazer backup de save e detectar cartuchos falsificados, o Retro Song Bird vai para o lado oposto: exportação de trilhas em WAV, backup de save, dump de ROM, gravação em cartuchos graváveis e até a possibilidade de "remixar" a trilha separando os quatro canais de som em fluxos de áudio USB individuais. Conectando um Game Boy Camera, o dispositivo também funciona como webcam USB — um extra bem fora do script de "tocador de música".
Vale o preço no Brasil?
Ainda não há preço oficial divulgado nem data exata de lançamento — só a confirmação de que o produto deve chegar ainda este ano, com lista de interesse aberta no site oficial. Pela categoria de nicho e pelo tipo de peça (acessório de colecionador, feito por uma marca pequena e sem distribuição estabelecida no Brasil), a aposta mais segura é que o Retro Song Bird só chegue por aqui via importação direta, com frete internacional, imposto de importação e sem garantia local. Para quem já tem a coleção de cartuchos guardada e quer revivitar as trilhas sem precisar emular tudo no PC, pode valer a pena mesmo com o preço inflado pela importação — mas é bom esperar o valor oficial sair antes de fechar o pedido.