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Games22 de set. de 2026, 09:54

Review: Silent Hill Townfall volta com clima pesado, mas tropeços técnicos

A Konami aposta em Silent Hill: Townfall, primeiro jogo da série em primeira pessoa. A crítica elogia atmosfera e trilha sonora, mas aponta quedas de frame e problemas de stealth.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Depois de um hiato que deixou muito fã roendo as unhas, a Konami, publisher japonesa tradicional na indústria de games e dona também de franquias como Metal Gear e Castlevania, resolveu apostar de novo em Silent Hill. E o escolhido pra reacender a chama foi Silent Hill: Townfall, desenvolvido pela Screen Burn Interactive e publicado em parceria com a Annapurna Interactive. Chega em 24 de setembro para PlayStation 5, Steam e Epic Games Store.

O que muda na fórmula

Townfall é o primeiro Silent Hill contado em primeira pessoa, o que já é uma quebra de tradição pra quem cresceu com a câmera nas costas do personagem. A história segue Simon Ordell, que volta para St. Amelie, uma cidadezinha costeira escocesa dos anos 1990 — sim, pela primeira vez a série sai do Japão e dos EUA e vai parar na Escócia. No lugar do rádio clássico que a gente usava pra sentir o perigo se aproximando, entra um aparelho chamado CRTV, e a narrativa se monta aos poucos, por cutscenes, documentos e uma exploração bem paranoica.

O que a crítica achou

Segundo a review do Canaltech, o ponto forte é a atmosfera: design de áudio caprichado, terror mais contido, sem depender de jumpscare barato pra assustar. O problema é a execução técnica. O jogo apresenta queda de frames mesmo no modo performance, e a inteligência artificial de stealth deixa a desejar — às vezes não dá pra saber se o inimigo te viu ou não. Some a isso uma variedade de inimigos meio curta e puzzles com dificuldade inconsistente, e você tem um jogo recomendado, mas com ressalvas, principalmente pra quem já é fã de carteirinha da série.

E o preço, cadê o consumidor nisso?

Aqui que eu quero chamar atenção: a edição padrão sai por 49,99 dólares, e tem uma Digital Deluxe por 59,99 dólares, com trilha sonora, artbook interativo, skin alternativa de personagem e 48 horas de acesso antecipado. Não é um valor astronômico pros padrões atuais, e pelo visto não tem microtransação dentro do jogo — o que já é um alívio, considerando como certas franquias grandes vêm empurrando conteúdo pago depois do lançamento. Mas vale o alerta: coleciona resgate aí na comunidade, que já andou reclamando nos fóruns sobre o peso do dólar e se compensa importar versão física ou esperar uma baixa de preço lá na frente. Se você é da turma que jogou os clássicos, dá pra entrar com expectativa ajustada: atmosfera boa, mas prepare o modo paciência pra questão técnica.

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