
Ride1Up lança bicicleta elétrica dobrável com motor de 750W e até 96 km de autonomia
A Portola 02, nova dobrável da Ride1Up, combina motor potente, bagageiro traseiro reforçado e suspensão dianteira num pacote compacto, com duas opções de bateria.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Motor de moto elétrica pequena num quadro dobrável
A Ride1Up atualizou sua dobrável mais vendida com a Portola 02, e o motor no cubo da roda traseira agora entrega 750 W de potência e 90 Nm de torque — números que, em versões anteriores de e-bikes dobráveis, eram reservados a modelos maiores e não dobráveis. Isso se traduz em velocidade máxima assistida de até 45 km/h em modo Classe 3, suficiente para encarar subidas urbanas sem suar a camisa.
Duas baterias, duas autonomias
A grande sacada comercial da Portola 02 é deixar a escolha de autonomia por conta do bolso do comprador. A versão com bateria de 10 Ah promete até 72 km por carga, enquanto a de 15 Ah chega a 96 km — o tipo de número que evapora a ansiedade de ficar sem carga no meio do trajeto. O sistema de assistência Intui-Drive, com sensores de torque e cadência, ajuda a entregar essa autonomia de forma mais eficiente, dosando a potência conforme o esforço do ciclista.
Bagageiro reforçado e suspensão para quem carrega volume
Mesmo dobrável, a Portola 02 vem com bagageiro traseiro para até 68 kg, suspensão dianteira com 100 mm de curso e pneus largos de 3 polegadas em aros de 20 polegadas — uma combinação pensada para quem usa a bike tanto para lazer quanto para entregas ou deslocamento com carga. Câmbio Shimano Altus de 8 velocidades e freios hidráulicos com discos de 180 mm completam a ficha técnica, junto com tela colorida, USB-C e integração com o Find My da Apple para localizar a bike.
Vale o preço no Brasil?
Nos Estados Unidos, a Portola 02 custa a partir de US$ 895 na versão com bateria menor, chegando a US$ 1.095 na configuração mais equipada — hoje, algo entre R$ 4.600 e R$ 5.600 na conversão direta. A Ride1Up não vende oficialmente no Brasil, então quem quiser uma aqui depende de importação, com frete e impostos que facilmente dobram o valor final. Para o mercado americano, a relação custo-benefício parece favorável frente à concorrência; para o brasileiro, a conta só fecha se você já tiver experiência com importação de e-bikes ou topar pagar um prêmio considerável pela novidade.