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IAMercado16 de out. de 2026, 09:45

Rivian vai deixar agentes de IA de terceiros entrarem no carro

CEO da Rivian confirma que agentes como Claude, da Anthropic, poderão atuar dentro do veículo. Detalhes completos só em dezembro, no evento AI & Autonomy Day.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Carro vai rodar agente de IA de outra empresa

Um carro. Três possíveis "cérebros" de IA. RJ Scaringe, fundador e CEO da Rivian, fabricante americana de veículos elétricos, picapes e SUVs, confirmou no TechCrunch Disrupt 2026, em São Francisco, que a montadora vai abrir seus veículos para agentes de IA de terceiros, como o Claude, da Anthropic, o Dots, da OpenAI, e o Muse, da Meta.

"That's where it becomes magical" ("É aí que a coisa fica mágica"), disse Scaringe no palco, sobre o momento em que esses agentes externos passam a interagir com o carro.

Como funciona o roteamento

A Rivian construiu o próprio software do carro do zero — sem depender de CarPlay, da Apple, ou Android Auto, do Google. Por cima disso, criou um framework agêntico próprio que decide qual sistema do veículo deve responder a um pedido de voz do motorista.

Scaringe comparou a lógica a um semáforo: "Think of it as like a traffic light. So if you ask the vehicle something, it decides what model it's going to use" ("pense nisso como um semáforo. Se você pede algo ao veículo, ele decide qual modelo vai usar").

O que fica de fora

Há um limite claro. Funções de segurança do carro não entram no circuito dos agentes. Freio e direção continuam fora do alcance da IA: "anything that's vehicle-level controls are not being handed to an agent" ("qualquer controle em nível de veículo não é entregue a um agente"), afirmou o CEO.

A Rivian já deu um passo nessa direção em maio de 2026, quando seu assistente embarcado passou a acessar aplicativos externos, como o Google Calendar. É um recurso mais simples que os agentes completos prometidos agora, mas mostra a direção.

Dezembro é o próximo capítulo

Scaringe não deu prazo para o lançamento dos agentes de terceiros, e a Rivian não quis detalhar mais nada. A empresa remeteu tudo para o AI & Autonomy Day, segunda edição do evento, marcada para 9 de dezembro, em São Francisco. A primeira edição, em dezembro de 2025, trouxe chip próprio, lidar e sinalizou planos de robotáxi. A Tesla, concorrente direta no mercado de elétricos, já integrou o Grok, da xAI, a seus carros ainda em 2026.

Fica a pergunta que a Rivian não respondeu: o que exatamente um agente de IA vai fazer dentro do carro, além de marcar compromisso na agenda? Vai funcionar só nos EUA? E quando chega ao motorista comum, fora do palco de um evento de tecnologia?

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