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IA24 de ago. de 2026, 19:21

Robô chinês corre 100m em 9,39s e bate recorde de Bolt em Pequim

O humanoide Tiangong Ultra completou os 100 metros em 9,39 segundos nos World Humanoid Robot Games, 0,19s mais rápido que a marca de Usain Bolt. Fora da pista, robôs ainda travam em tarefas simples de fábrica.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Robô bate recorde de Bolt em pista de atletismo

O robô humanoide Tiangong Ultra, do Beijing Humanoid Robot Innovation Center, correu os 100 metros rasos em 9,39 segundos. É 0,19s mais rápido que o recorde mundial de Usain Bolt, cravado em 9,58s em 2009. A prova aconteceu na segunda edição do World Humanoid Robot Games, em Pequim, entre 22 e 24 de agosto de 2026, evento que reuniu mais de 2 mil robôs em 51 modalidades.

O resultado não substitui o recorde oficial de Bolt. Competições de robôs e provas de atletismo humano seguem registradas separadamente. Ainda assim, o salto de desempenho chama atenção: na primeira edição dos jogos, em 2025, o próprio Tiangong Ultra havia percorrido a mesma distância em 21,50 segundos. Em um ano, o robô cortou mais de 12 segundos do próprio tempo.

Foto: reprodução/theverge.com

O Tiangong Ultra não correu sozinho no topo da tabela. O robô Lightning, da fabricante de smartphones Honor, cruzou a linha em 9,47s. Um terceiro humanoide, da Unitree Robotics, fechou em 12,41s.

Velocidade não é o problema real

A vitória na pista contrasta com o principal obstáculo do setor: tarefas de precisão. Conectar cabos, montar peças industriais e corrigir erros em tempo real continuam sendo desafios muito maiores para os robôs do que correr em linha reta.

"Somente quando ele consegue trabalhar nesses cenários finais é que ele tem valor real", disse Yu Chao, CEO da Lumos Robotics, sobre a diferença entre demonstrações em pista e aplicação prática em chão de fábrica.

Há também um limite físico embutido na equação: bateria. "Se a computação de IA também for colocada no robô, o consumo da bateria aumentará ainda mais", afirmou David Li, executivo da Huawei, apontando o custo energético de rodar modelos de IA diretamente no corpo do robô, e não em nuvem.

O que ainda falta confirmar

Os organizadores do World Humanoid Robot Games não divulgaram, até a publicação desta matéria, o protocolo técnico completo da prova de velocidade — incluindo se houve assistência externa de rede ou processamento remoto durante a corrida. Também não está claro quando, ou se, os fabricantes pretendem testar esses mesmos robôs em linhas de produção reais, fora do ambiente controlado da pista. Até lá, o recorde de Bolt segue sendo o recorde, e a fábrica segue sendo o teste que importa.

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