
Robotáxi sem volante da Zoox é o 1º a obter aval federal para corridas pagas nos EUA
Subsidiária da Amazon recebeu isenção inédita da NHTSA em 30 de julho e pode operar até 2.500 veículos por ano cobrando passageiros, começando por Las Vegas.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
A Zoox, subsidiária de veículos autônomos da Amazon, conquistou em 30 de julho uma autorização inédita do governo dos Estados Unidos: a permissão federal para cobrar passageiros por corridas em seus robotáxis construídos sem volante, sem pedais e sem banco de motorista. A isenção, publicada no Federal Register em 31 de julho, é a primeira do tipo na história do país para um veículo autônomo projetado desde o início sem controles humanos.
O que a autorização permite
A isenção concedida pela NHTSA, agência federal de segurança viária dos EUA, autoriza a Zoox a operar até 2.500 veículos por ano, pelo período de dois anos, cobrando pelas corridas. As primeiras viagens pagas devem começar em agosto, em Las Vegas. Na Califórnia, o serviço comercial ainda depende de aprovações separadas do DMV estadual e da comissão de serviços públicos do estado (CPUC).
Foto: reprodução/aljazeera.com
Aval chega em meio a questionamentos de segurança
A aprovação veio em um momento delicado para a empresa. Em junho, a Zoox fez recall de toda a sua frota de 105 veículos depois que um de seus robotáxis entrou em uma cena ativa de incêndio em Las Vegas, sem conseguir detectar a fumaça densa no caminho. Além disso, segundo o TechTimes, a autorização foi publicada no mesmo dia em que expirou um prazo da NHTSA para que as empresas de veículos autônomos apresentassem soluções para o problema documentado de comportamento em cenas de emergência — sem que nenhuma operadora do setor divulgasse publicamente uma resposta.
A corrida dos robotáxis esquenta
Com o aval, a Zoox dá um passo importante na disputa comercial dos robotáxis nos EUA, mercado em que a Waymo, do grupo Alphabet, é hoje a operadora mais estabelecida. O diferencial da Zoox está no veículo em si: em vez de adaptar carros convencionais, a empresa desenhou do zero um shuttle simétrico, com bancos posicionados frente a frente e sem qualquer comando manual — formato que, até esta decisão, carecia de enquadramento regulatório para operação comercial remunerada. A resposta que a empresa der às pendências de segurança apontadas pelos reguladores deve definir o ritmo dessa expansão.