
Roku estreia no segmento de TVs OLED, mas preço assusta
Depois de anos vendendo QLED Mini-LED, a Roku lança suas primeiras TVs OLED, a Pro Series e a Pro Series LX, com preços a partir de US$ 999 nos EUA. Comparamos as especificações com a geração anterior e explicamos por que o brasileiro ainda vai ficar de fora dessa por um tempo.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A Roku sempre foi sinônimo de TV boa e barata, mas nunca de painel premium. Isso muda agora: a empresa anunciou suas duas primeiras TVs OLED, a Roku Pro Series OLED e a Roku Pro Series LX OLED, encerrando anos de dependência exclusiva de QLED e Mini-LED. E o gancho, como sempre com a Roku, é o preço: a versão de entrada custa a partir de US$ 999.
O que muda na tela
A Roku Pro Series OLED chega em duas telas, 55 e 65 polegadas, com taxa de atualização de 120Hz, quatro entradas HDMI 2.1, ALLM, VRR e suporte a AMD FreeSync Premium — ou seja, mira direto no PS5 Pro e no Xbox Series X, que rodam jogos em 4K/120Hz. Some a isso Dolby Vision, Dolby Atmos e o processamento Smart Picture Max, e dá para sentir que a Roku está tentando entrar na conversa de TV "de verdade", não só de streaming barato.
Foto: reprodução/techradar.com
Já a Pro Series LX OLED, que chega em outubro por US$ 1.299, é a versão para quem quer mais: taxa de atualização de 144Hz com VRR, brilho mais alto, gama de cores mais ampla e um polarizador avançado para reduzir reflexo — o tipo de detalhe que só aparece quando o fabricante já testou a TV numa sala com janela.
Comparando com a geração anterior
A antiga Pro Series, lançada em 2025, era QLED Mini-LED, também com 120Hz e HDMI 2.1, e chegou a medir 1.532 nits de brilho de pico em testes — número relevante para HDR. Trocar esse Mini-LED por um painel OLED muda a lógica: perde-se um pouco de brilho de pico em favor de preto absoluto e contraste por pixel, a assinatura visual que fãs de OLED da LG e da Samsung já conhecem bem. É a Roku dizendo "também sabemos fazer imagem de cinema", e não só "smart TV com controle remoto sensato".
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora o problema: por enquanto, essa é uma história 100% americana. As duas TVs estreiam com exclusividade na Amazon dos Estados Unidos, sem nenhuma menção, nas fontes do lançamento, a expansão internacional. A Roku já é presença forte no Brasil há anos, mas por meio de streaming sticks e parcerias com fabricantes de TV locais — não vendendo hardware de tela própria por aqui. Não há qualquer sinalização de data de chegada ao mercado brasileiro para a linha Pro Series OLED, e seria aventureiro cravar uma previsão.
Se algum dia isso mudar, a pergunta que fica é se US$ 999 (que já vira bem mais que R$ 5 mil só de câmbio, antes de imposto de importação e margem de revenda) ainda vai parecer um preço de "OLED acessível" por aqui, ou se vai cair na mesma prateleira de LG e Samsung que já disputamos hoje. Por ora, resta admirar de longe — e torcer para que a concorrência que a Roku promete criar nos EUA baixe o preço de OLED em geral, inclusive no Brasil.