tech & talk
IAGadgets04 de set. de 2026, 16:58

Roland entra na IA generativa musical com o plugin Melody Flip

300 estilos musicais predefinidos. É o tamanho da biblioteca que a Roland, fabricante japonesa de instrumentos e equipamentos musicais, usa no novo plugin Melody Flip, criado com tecnologia da Sony CSL para gerar melodias, baixo, acordes e bateria a partir de um áudio importado. A ferramenta chega em maio de 2026, mas o preço ainda não foi revelado.

Por Marina Sato · Repórter de IA

Compartilhar

O anúncio

300 "paletas criativas". Esse é o número que resume o motor por trás do Melody Flip, novo plugin da Roland, fabricante japonesa de instrumentos musicais e equipamentos de áudio conhecida por sintetizadores e baterias eletrônicas. O produto foi anunciado em março de 2026 em parceria com a Sony Computer Science Laboratories, centro de pesquisa da Sony dedicado a tecnologia musical e outras áreas de ciência da computação, aqui chamada pela sigla Sony CSL.

Como funciona

O usuário importa um arquivo de áudio. O plugin analisa o que a Roland chama de "DNA musical" da faixa: estrutura, andamento (BPM), tom, progressão de acordes, gênero e clima. A partir dessa leitura, cruza os dados com a biblioteca de 300 paletas — estilos e direções tonais predefinidas — para sugerir novas ideias melódicas.

Apesar do nome focado em melodia, a ferramenta também gera partes de acorde, baixo e bateria. Tudo pode ser exportado em áudio e em MIDI, formato de arquivo que armazena notas musicais em vez de som gravado, permitindo edição posterior em qualquer instrumento virtual.

Onde encaixa

O Melody Flip roda como plugin dentro de DAWs (estações de trabalho de áudio digital, os softwares usados para gravar e produzir música), com suporte a Windows e macOS. A distribuição será pelo Roland Cloud Manager, serviço de assinatura da Roland para acesso a instrumentos virtuais, com lançamento previsto para maio de 2026. Preço ainda não foi divulgado.

O que falta responder

A Roland reforça um discurso comum no setor: a ferramenta "não deve substituir o artista", mas apoiar um fluxo de trabalho em que intenção, gosto e criatividade humana permaneçam no centro. Falta saber, na prática, quanto vai custar, se a biblioteca de 300 estilos dá conta da diversidade de gêneros musicais fora do eixo ocidental, e como músicos vão reagir a mais uma ferramenta de IA generativa entrando no estúdio.

rolandia generativamúsicapluginsony csl
Compartilhar