
Romi-Isetta, 1º carro genuinamente brasileiro, completa 70 anos
Fundação Romi reuniu colecionadores neste sábado (5) em Santa Bárbara d'Oeste (SP) para marcar sete décadas do lançamento do modelo.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
Lançamento em 1956
O Romi-Isetta foi apresentado ao público em 5 de setembro de 1956, em um desfile pelas ruas de São Paulo. Os primeiros 16 exemplares circularam naquele dia. O carro saiu das linhas da Indústrias Romi, grupo fundado em 1930 em Santa Bárbara d'Oeste (SP) e conhecido até hoje como um dos maiores fabricantes de máquinas-ferramenta da América Latina. Foi o primeiro automóvel produzido em série no país com peças majoritariamente nacionais: 72% do peso do veículo vinha de fornecedores locais, não apenas montado com componentes importados.
Ficha técnica
O motor tinha bloco em alumínio, solução mais leve que o padrão da época. A partir de 1959, o Romi-Isetta passou a usar motor e câmbio da BMW. A carroceria era monobloco. O sistema elétrico já era de 12V, com alternador e limpador de para-brisa elétrico — o teto solar vinha de série, item raro em carro popular do período. Em 1960, o modelo custava 370 mil cruzeiros, o equivalente a 38 salários mínimos da época e cerca de 40% menos que o Fusca. Pelé foi um dos donos do carrinho.
Festa dos 70 anos
Neste sábado (5), a Fundação Romi reuniu colecionadores e admiradores no Encontro Nacional de Romi-Isettas, em sua sede em Santa Bárbara d'Oeste. Entrada gratuita, das 9h às 15h. Houve desfile de carros pela cidade, exposição histórica, produção ao vivo de miniaturas do veículo e cadastro de proprietários para o registro nacional do modelo.
Foto: reprodução/tododia.com.br
O que fica
A produção do Romi-Isetta parou em 1961, depois de cinco anos de linha. A empresa voltou o foco para máquinas industriais, seu negócio principal até hoje. Setenta anos depois, o carro segue vivo em encontros de colecionadores e na memória técnica que a Fundação Romi decidiu preservar.