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Mercado05 de set. de 2026, 15:19

Romi-Isetta, 1º carro genuinamente brasileiro, completa 70 anos

Fundação Romi reuniu colecionadores neste sábado (5) em Santa Bárbara d'Oeste (SP) para marcar sete décadas do lançamento do modelo.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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Lançamento em 1956

O Romi-Isetta foi apresentado ao público em 5 de setembro de 1956, em um desfile pelas ruas de São Paulo. Os primeiros 16 exemplares circularam naquele dia. O carro saiu das linhas da Indústrias Romi, grupo fundado em 1930 em Santa Bárbara d'Oeste (SP) e conhecido até hoje como um dos maiores fabricantes de máquinas-ferramenta da América Latina. Foi o primeiro automóvel produzido em série no país com peças majoritariamente nacionais: 72% do peso do veículo vinha de fornecedores locais, não apenas montado com componentes importados.

Ficha técnica

O motor tinha bloco em alumínio, solução mais leve que o padrão da época. A partir de 1959, o Romi-Isetta passou a usar motor e câmbio da BMW. A carroceria era monobloco. O sistema elétrico já era de 12V, com alternador e limpador de para-brisa elétrico — o teto solar vinha de série, item raro em carro popular do período. Em 1960, o modelo custava 370 mil cruzeiros, o equivalente a 38 salários mínimos da época e cerca de 40% menos que o Fusca. Pelé foi um dos donos do carrinho.

Festa dos 70 anos

Neste sábado (5), a Fundação Romi reuniu colecionadores e admiradores no Encontro Nacional de Romi-Isettas, em sua sede em Santa Bárbara d'Oeste. Entrada gratuita, das 9h às 15h. Houve desfile de carros pela cidade, exposição histórica, produção ao vivo de miniaturas do veículo e cadastro de proprietários para o registro nacional do modelo.

Foto: reprodução/tododia.com.br

O que fica

A produção do Romi-Isetta parou em 1961, depois de cinco anos de linha. A empresa voltou o foco para máquinas industriais, seu negócio principal até hoje. Setenta anos depois, o carro segue vivo em encontros de colecionadores e na memória técnica que a Fundação Romi decidiu preservar.

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