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Segurança03 de ago. de 2026, 12:47Atualizada em 04 de ago. de 2026, 11:21

Samsung proíbe apps de smart TV que viram proxy residencial sem aviso

Pesquisa de segurança encontrou código que transforma smart TVs em nós de proxy pra tráfego de terceiros; Samsung passou a banir esses apps da própria loja.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Samsung age contra apps que viram proxy sem avisar o usuário

A Samsung passou a banir de sua loja de aplicativos para smart TVs qualquer app que contenha código capaz de transformar o aparelho em nó de uma rede de proxy residencial, prática identificada por pesquisadores de segurança em jogos e outros aplicativos aparentemente inofensivos disponíveis no Smart Hub.

O que é uma rede de proxy residencial

Redes desse tipo, conhecidas como resproxy, funcionam roteando o tráfego de internet de terceiros através da conexão doméstica de quem instalou o app, sem que o dono da smart TV perceba. Na prática, o aparelho vira um "nó de saída": um túnel sempre ativo que redireciona dados de estranhos pela rede residencial, mesmo depois que o usuário fecha o aplicativo. Como o tráfego é criptografado, fica praticamente impossível pro dono da TV saber o que está passando pela própria conexão.

Descoberta veio de pesquisa independente

A investigação foi conduzida pela empresa norueguesa de cibersegurança Mnemonic e pela americana Spur. O consultor Harrison Sand encontrou código da Bright Data, empresa israelense que vende acesso a redes de proxy residencial, embutido num jogo de Pac-Man listado como "Editor's Choice" na loja da Samsung. Segundo Sand, o código fica dormente até o usuário aceitar uma tela de consentimento genérica, geralmente associada a algum benefício dentro do próprio app, e só então passa a rodar em segundo plano.

Levantamentos da Spur apontam que mais de um quarto dos apps feitos pra Tizen, sistema operacional das smart TVs Samsung, continha componentes de proxy residencial; na loja da LG, o número passou de 42%. Amazon e Roku já haviam banido esse tipo de software de suas próprias lojas antes da Samsung.

Riscos pro usuário comum

Especialistas apontam que esse tipo de código pode ser reaproveitado de forma maliciosa com uma simples atualização, transformando smart TVs em botnets, permitindo scraping de dados de redes como o LinkedIn a partir do IP residencial da vítima, ou coletando tráfego pra treinar modelos de IA sem consentimento informado. Alguns dos apps afetados afirmam ter sido instalados em "centenas de milhões" de smart TVs ao redor do mundo, o que dá a dimensão do problema. Pra quem tem smart TV Samsung em casa, o recomendado é revisar os apps instalados e desconfiar de qualquer aplicativo que peça permissões de rede fora do esperado.

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