
São Paulo acelera semáforos com IA e Google entra no jogo com o Green Light
Capital paulista já tem 1.677 cruzamentos com semáforos inteligentes e mira 2.583 até o fim de 2026, enquanto o Google aplica IA do projeto Green Light para sincronizar sinais e reduzir paradas.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
A cidade de São Paulo vive a maior modernização semafórica de sua história. Segundo levantamento publicado pelo Portal do Trânsito em 27 de julho de 2026, a capital já conta com 1.677 cruzamentos equipados com semáforos inteligentes, outros 217 em fase final de implantação e 689 com projetos aprovados, rumo à meta de 2.583 cruzamentos conectados. O investimento total do programa é de R$ 725,5 milhões.
Como funciona a tecnologia
Os equipamentos, identificados pela borda amarela ao redor das luzes, operam com o sistema SCATS, que usa sensores instalados nos cruzamentos para medir o volume de veículos e ajustar automaticamente os ciclos semafóricos: vias com maior fluxo recebem mais tempo de verde. Operadores da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) acompanham tudo em tempo real e podem intervir em caso de acidentes ou falhas.
Foto: reprodução/gd.eurisko.com.br
Os resultados já aparecem nos números oficiais: redução de 12,16% na lentidão geral das regiões atendidas e aumento de 5,72% na capacidade de circulação. Em corredores específicos o efeito é ainda maior — a Avenida Indianópolis registrou queda de 66,2% na lentidão, e a Avenida Paes de Barros, de 57,1%.
Google Green Light chega à capital
Em paralelo, o Google colocou em operação em São Paulo o projeto Green Light, iniciativa global de inteligência artificial que analisa dados agregados e anônimos do Google Maps para recomendar ajustes na sincronização dos semáforos. Segundo reportagem publicada em julho de 2026, a ferramenta tem potencial para reduzir em até 30% o número de paradas nos cruzamentos e em até 10% as emissões de gases de efeito estufa.
No Brasil, o Green Light estreou no Rio de Janeiro em 2023, como piloto, e depois se expandiu para São Paulo, Campinas e São Caetano do Sul — o programa roda em cerca de 20 cidades no mundo. Na capital paulista, a operação envolve a CET e a Prodam, empresa municipal de tecnologia. Um detalhe importante: a decisão final permanece com os engenheiros de tráfego, que podem aceitar, adaptar ou rejeitar as sugestões da IA, sem necessidade de novos sensores ou equipamentos.
A combinação de infraestrutura própria com IA de análise de dados coloca São Paulo entre os casos mais avançados de gestão semafórica adaptativa da América Latina.