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Smart Cities05 de out. de 2026, 09:45

Seaglider elétrico voa sobre a água em 1ª demonstração pública

Protótipo da Regent Craft subiu cerca de 9 metros em Rhode Island diante de 600 convidados; empresa promete entregas comerciais no fim de 2027.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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O que a cidade (e o litoral) ganham

Mais de 600 convidados acompanharam, em 30 de setembro, o quinto voo de teste do Seaglider Viceroy da Regent Craft, startup americana de aviação elétrica, sobre a Narragansett Bay, em Rhode Island. O protótipo subiu cerca de 9 metros (30 pés) acima da água usando o chamado "efeito de superfície": a pressão do ar entre as asas e a água gera sustentação sem o gasto de energia de um voo convencional. O veículo opera em três modos — deslocamento como barco, transição por hidrofólio e, por fim, voo rasante.

Os números que decidem se funciona como transporte

Foto: reprodução/smartcitiesdive.com

O Seaglider Viceroy tem capacidade para 12 passageiros, velocidade máxima de 180 mph (cerca de 290 km/h) e autonomia de até 180 milhas (290 km), voando a uma altitude de cruzeiro entre 9 e 12 metros. A Regent Craft, comandada pelo cofundador e CEO Billy Thalheimer, abriu nesta mesma semana uma fábrica de 255 mil pés quadrados (cerca de 23,7 mil m²) em North Kingstown, também em Rhode Island — descrita pela empresa como a primeira fábrica de Seagliders do mundo.

Quanto custou e quem paga a conta

A empresa não divulgou o valor investido na fábrica nem o preço de venda por unidade — informação que falta pra entender se esse modelo de transporte compete em custo com ferry convencional ou helicóptero. O plano é entregar as primeiras unidades comerciais no fim de 2027, com produção subindo até 75 veículos por ano, mirando rotas costeiras de 32 a 320 km que hoje dependem de barco lento ou avião pequeno.

Por que isso pode interessar ao Brasil

Cidades litorâneas com travessia de balsa cara e lenta — caso de Salvador, Vitória ou Rio — são exatamente o tipo de rota que a Regent Craft usa como exemplo de mercado-alvo. Ainda não há anúncio de operação fora dos EUA, mas a tecnologia, que voa rente à água sem precisar de aeroporto, é desenhada justamente pra esse tipo de geografia urbana cortada por baía.

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