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Smart Cities26 de out. de 2026, 22:45

Sem biometria cadastrada? Veja como votar no 2º turno de 2026

TSE confirma que falta de biometria não impede o voto no segundo turno: basta apresentar documento com foto e confirmar a data de nascimento ao mesário. Entenda o procedimento e quem fiscaliza o processo.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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O que fazer se eu não tenho biometria cadastrada

Se você chegou até aqui às vésperas do segundo turno se perguntando se vai conseguir votar sem ter feito o cadastro biométrico, a resposta direta é: sim. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem biometria registrada, e isso não é motivo para ninguém ser impedido de votar. A exigência não é ter digital cadastrada, é estar com a situação regular no Cadastro Eleitoral.

Na prática, o que muda é o passo extra na fila da seção eleitoral: o eleitor sem biometria apresenta um documento oficial com foto — RG, CNH, passaporte, certificado de reservista ou carteira de trabalho física — e confirma o ano de nascimento ao mesário. A urna usa essa informação para liberar a votação, sem passar pela leitura de impressão digital.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

E quem já tem biometria, mas ela falha na hora?

Aqui vale uma dúvida comum mesmo entre quem fez o cadastro: e se o dedo não for reconhecido? O TSE explica que a urna faz até quatro tentativas de leitura da digital. Se nenhuma funcionar, o mesário pergunta a data de nascimento declarada e a urna confere esse dado com o registro oficial antes de liberar a votação — o mesmo caminho usado por quem nunca cadastrou a biometria.

O que fica registrado — e quem fiscaliza isso depois

A pergunta que não pode faltar aqui é: quem controla esse processo depois que a urna é liberada sem a digital? Pelo que o TSE descreve, quando a biometria não é usada, o eleitor assina o Caderno de Votação, a urna registra a digital do mesário responsável pela liberação e guarda a imagem da última tentativa de leitura. Essas ocorrências fora do padrão também precisam ser anotadas na ata da mesa, o que permite à Justiça Eleitoral investigar depois qualquer irregularidade apontada.

Ou seja, existe uma camada de rastreabilidade pensada para os casos sem biometria — mas ela depende de mesários preenchendo atas corretamente, seção por seção, nas mais de quinhentas mil urnas do país. É um procedimento manual dentro de um sistema que, no geral, é automatizado. Fica a pergunta que o eleitor comum raramente vê respondida: quanto custa manter essa infraestrutura de identificação biométrica funcionando em escala nacional, e com que frequência os tribunais regionais eleitorais auditam esse volume de registros manuais depois da eleição? São dados que o TSE ainda não detalha de forma acessível ao público, mas que interessam a qualquer cidadão que paga a conta desse sistema.

Na prática, para quem vai votar

Se você não tem biometria, leve documento com foto e já adiante a data de nascimento ao mesário — isso evita filas mais longas na sua seção. Se você tem biometria cadastrada mas ela costuma falhar, o procedimento é o mesmo caso a digital não seja reconhecida nas quatro tentativas. Em nenhum dos dois casos há risco de ficar sem votar por esse motivo.

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