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E-sports13 de out. de 2026, 01:20

Sidde detalha plano da FURIA para evitar desgaste até o Major

O treinador da FURIA, sidde, revelou como a equipe pretende administrar o calendário apertado para não chegar esgotada ao próximo Major e comentou a cobrança feita por YEKINDAR ao grupo.

Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports

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Sidde fala sobre gestão de desgaste até o Major

Quem acompanha o Counter-Strike 2 sabe: a primeira metade da temporada de 2026 foi brutal para a FURIA, organização brasileira de e-sports com um dos times mais tradicionais de CS2. Depois de uma sequência de torneios em regiões diferentes, que culminou na eliminação na ESL Pro League Season 24, o treinador Sid "sidde" Macedo abriu o jogo sobre como pretende evitar que o elenco chegue sem fôlego ao próximo Major, o PGL Major Singapore — o torneio mais importante do calendário competitivo de CS2, disputado poucas vezes por ano e que reúne os melhores times do mundo.

Em entrevista nesta sexta-feira (10), sidde foi direto: "Precisamos encontrar um bom equilíbrio para não chegar ao Major totalmente esgotados." A ideia é usar as janelas de tempo livre entre competições para ajustar estratégias táticas e dar à equipe espaço para recuperação física e mental — um problema recorrente em times que encaram calendários apertados de LANs internacionais.

A cobrança de YEKINDAR

Quem só chegou agora pode estar se perguntando quem é YEKINDAR. Mareks "YEKINDAR" Gaļinskis é o rifler letão contratado pela FURIA em abril de 2025, depois de duas temporadas defendendo a Liquid, e hoje é um dos principais responsáveis por abrir espaço e vencer duelos iniciais no time brasileiro.

O letão vinha demonstrando irritação com o rendimento coletivo da FURIA, e sidde optou por não minimizar a crítica do companheiro. "Temos planos para o jogo, mas não conseguimos executá-los, acabamos entregando a primeira kill ou não fizemos as jogadas em conjunto", admitiu o treinador, reconhecendo que YEKINDAR estava certo ao cobrar mais responsabilidade e foco do grupo.

Vale a crítica, torcedor

É justamente esse tipo de autocrítica que o torcedor da FURIA pede há tempos: reconhecer o erro de execução em vez de esconder atrás de desculpas. Se o próprio staff admite as falhas e já trabalha em um plano de gestão de desgaste, é sinal de que o problema foi identificado — agora é acompanhar se a correção vem em quadra.

O que vem pela frente

A FURIA entra em campo já na próxima terça-feira (14), contra a BETBOOM, pelo Thunderpick World Championship, às 13h30 (horário de Brasília). O duelo serve como um primeiro teste prático do plano de sidde antes da reta final rumo ao PGL Major Singapore, destino que vai definir se o ajuste de rota chegou a tempo.

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