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Mercado11 de ago. de 2026, 11:13

Sila recebe empréstimo de US$ 1,4 bi do Pentágono para baterias

Startup de material de ânodo de silício-carbono vai usar o financiamento condicional do Departamento de Defesa dos EUA para multiplicar por cinco a produção na fábrica de Moses Lake.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa

US$ 1,4 bilhão. É o valor do empréstimo condicional que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos fechou com a startup de baterias Sila Nanotechnologies, anunciado na sexta-feira (7) pelo Escritório de Capital Estratégico do Pentágono.

Pra que serve o dinheiro

O empréstimo vai financiar a expansão da fábrica que a Sila opera em Moses Lake, no estado de Washington, em operação desde setembro de 2025 e hoje capaz de produzir cerca de 2 gigawatt-hora de material de ânodo por ano. Com o aporte, a empresa planeja multiplicar a capacidade por cinco — volume suficiente para abastecer baterias de mais de 100 mil veículos elétricos. O material da Sila usa uma liga de silício-carbono no lugar do grafite tradicional nos ânodos de íon-lítio, o que promete de 20% a 40% mais energia armazenada no mesmo espaço.

Quem ganha e por quê

A jogada tem motivação estratégica clara: o grafite usado hoje na maioria das baterias tem a cadeia de suprimentos dominada pela China, e os militares americanos querem baterias mais densas em energia pra equipar de drones a outros sistemas — sem depender do fornecedor rival. A Sila já não está isolada nesse esforço: o Pentágono concedeu financiamento semelhante a outras três empresas de materiais críticos de defesa na mesma leva de anúncios. No lado comercial, a Sila mantém contratos com Mercedes-Benz e Panasonic e levantou US$ 300 milhões em capital privado em julho, o que eleva o total captado pela startup a mais de US$ 1,5 bilhão.

O que ainda falta responder

O contrato é um "compromisso condicional" — termo que costuma vir atrelado a marcos de produção e prazos que ainda precisam ser cumpridos antes da liberação integral dos recursos. Nem o Pentágono nem a Sila detalharam publicamente quais são essas condições, nem o cronograma completo da expansão da fábrica em Moses Lake.

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