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Ciência15 de ago. de 2026, 18:33

Solar domina novas usinas dos EUA em 2026; gás natural fica pra trás

Dados da EIA mostram 368 novas usinas de grande porte nos EUA no 1º semestre de 2026, com solar e baterias liderando disparado sobre o gás natural.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Entre janeiro e junho de 2026, 368 usinas de grande porte entraram em operação nos Estados Unidos, segundo dados da EIA (Administração de Informação de Energia dos EUA). Solar liderou disparado: foram 207 projetos somando 11.458 MW de capacidade — mais que o dobro do segundo colocado. Baterias vieram em seguida, com 95 projetos e 8.207 MW, reforçando o papel do armazenamento como parceiro direto da geração solar na rede.

Eólica cresce com dois gigantes, gás ainda patina

A eólica onshore somou 5.473 MW no período, impulsionada principalmente pelos parques SunZia Wind South e SunZia Wind North, no Novo México, que juntos respondem por 3.650 MW — os maiores parques eólicos já construídos no país. Já o gás natural, fonte historicamente dominante, ficou com participação residual: apenas 22 novas turbinas a combustão, 21 motores de combustão interna e só 3 usinas de ciclo combinado entraram em operação. A própria EIA projeta que a onda de novas usinas a gás só deve ganhar força daqui a alguns anos — o gargalo, segundo o setor, está na fila de espera por turbinas e equipamentos.

Illinois na frente, projeção aponta recorde

Entre os estados, Illinois liderou com 36 novos projetos solares, seguido por Califórnia (22) e Texas (16) — uma inversão relevante frente à imagem de que a energia solar nos EUA se concentra só no Sudoeste ensolarado. Para o ano fechado, a projeção confirmada pela EIA é de 86 GW de nova capacidade em 2026, recorde histórico: solar deve responder por 51% (43,4 GW), baterias por 28% (24,3 GW), eólica por 14% (11,8 GW) e gás natural por apenas 7% (6,3 GW). Juntas, as três fontes limpas somariam cerca de 99% de toda a capacidade líquida adicionada no ano — dado confirmado pela própria agência, não estimativa de terceiros.

O que ainda não está claro é se esse ritmo se sustenta em 2027, quando tarifas sobre equipamentos importados e a fila de conexão à rede podem pesar mais sobre novos projetos solares.

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