
Sony ignora revolta contra fim dos discos no PlayStation e mantém corte para 2028
Após anunciar em 1º de julho que deixará de vender jogos em mídia física em janeiro de 2028, a Sony enfrenta petição com mais de 330 mil assinaturas e boicote marcado para agosto — mas diz que a reação não afeta os negócios.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
A Sony confirmou que vai seguir em frente com o plano mais polêmico de sua história recente no PlayStation: o fim da venda de jogos em disco, marcado para janeiro de 2028. O anúncio, feito em 1º de julho, provocou uma revolta imediata da comunidade que não arrefeceu nas semanas seguintes — e a empresa, questionada no fim do mês, afirmou que o barulho não está tendo impacto no negócio.
A reação organizada
A resposta dos jogadores saiu do campo do desabafo e virou mobilização. A petição "Don't Kill the Disc", criada no Change.org pela varejista independente canadense PNP Games, ultrapassou 330 mil assinaturas, argumentando que eliminar os discos tira dos jogadores a possibilidade de revender, emprestar ou possuir permanentemente suas compras. Parte da comunidade organiza ainda o PSBlackout, boicote de uma semana marcado para 23 a 30 de agosto, em que donos de PlayStation são convocados a não logar, não jogar e não comprar nada nas plataformas da Sony.
Nos canais oficiais, o clima é de terra arrasada: após dias de silêncio da marca depois do anúncio, posts subsequentes — incluindo o trailer de Wolverine — seguem inundados de críticas.
A resposta da Sony
Em sessão de perguntas e respostas dos resultados trimestrais, a diretora financeira Lin Tao afirmou que a empresa dedicou bastante reflexão e tempo à decisão e reconheceu que há opiniões diversas e posições fortes na comunidade. A executiva, porém, não sinalizou qualquer recuo. O dado que sustenta a decisão: 85% das vendas de jogos de PS5 já foram digitais no último trimestre do ano fiscal de 2025.
O que está em jogo
Para varejistas, colecionadores e defensores da preservação de games, o corte de 2028 é um divisor de águas — jogos digitais podem ser removidos de lojas e dependem de servidores e licenças que a plataforma controla. Para a Sony, é a conclusão lógica de uma década de migração digital. O embate deve se intensificar em agosto, quando o boicote PSBlackout testará, na prática, se a comunidade consegue transformar indignação em impacto mensurável.