
Sony lança novo Walkman de luxo por quase R$ 30 mil; veja o que ele faz
A Sony oficializou a nova geração do Walkman, com o topo de linha NW-WM1ZM3 custando US$ 5.899 (cerca de R$ 30 mil) e corpo em cobre banhado a ouro. Há também versões mais acessíveis na faixa dos R$ 9 mil.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Quando especificação vira joia
Falar em "Walkman" hoje é quase um exercício de nostalgia, mas a Sony não está brincando com a nova geração: o topo de linha NW-WM1ZM3 custa US$ 5.899, o equivalente a quase R$ 30 mil em conversão direta. O motivo do preço salgado está na engenharia, não só no nome: o corpo é construído quase inteiramente em cobre livre de oxigênio banhado a ouro, incluindo a estrutura interna e até os parafusos. Na prática, a Sony afirma que esse material reduz ruídos e interferências elétricas — ou seja, não é só estética, é uma escolha pensada para quem ouve música sem fio de compressão nenhuma, na curva mais pura possível do áudio.
Para quem é isso, afinal
Foto: reprodução/nyongesasande.com
O NW-WM1ZM3 tem 256 GB de armazenamento, tela de 5,5 polegadas sensível ao toque em Full HD, roda Android 16, e promete até 33 horas de bateria tocando arquivos FLAC sem compressão. Suporta ainda DSD e áudio de até 32 bits/384 kHz, além de saídas P2 de 3,5 mm e balanceada de 4,4 mm — specs que, traduzidas para quem não é audiófilo, significam que o aparelho toca praticamente qualquer formato de altíssima qualidade sem perder fidelidade, e por muito tempo longe da tomada. Pesa 670 gramas, o que deixa claro que não é um produto para o bolso da calça, e sim para a mesa de quem monta um sistema de som dedicado.
Vale o preço no Brasil?
Para quem acha o topo de linha inacessível, a Sony também trouxe opções mais baratas na mesma leva: o NW-WM1AM3 custa US$ 2.999 (cerca de R$ 15 mil), com 128 GB e autonomia também de 33 horas, enquanto o NW-ZX900 sai por US$ 1.899 (cerca de R$ 9.700), com 64 GB e até 38 horas de bateria. Comparados à geração anterior de Walkmans premium da Sony, que já eram caros mas sem o apelo do cobre banhado a ouro, os novos modelos miram ainda mais no nicho audiófilo disposto a pagar por detalhes de construção. As entregas começam em janeiro de 2027 nos Estados Unidos, e a Sony ainda não confirmou chegada oficial ao Brasil — o que, somado aos impostos de importação de eletrônicos de luxo, deve empurrar o preço local bem além da conversão direta. Para a grande maioria, o recado é claro: é um produto de vitrine, não de consumo em massa.