
Sony lança Walkman banhado a ouro de US$ 5.900 e reacende nostalgia cara
A Sony renovou a linha premium do Walkman com três modelos novos, do intermediário NW-ZX900 ao flagship NW-WM1ZM3, com chassi de cobre folheado a ouro e preço de US$ 5.899,99. Vale a pena olhar para esse luxo sonoro em 2026?
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O Walkman nunca morreu, só ficou mais caro (e mais dourado)
Tem gente que achava que o Walkman tinha virado peça de museu depois do iPod e do streaming. A Sony discorda, e prova isso lançando três novos tocadores de áudio digital (DAP, na sigla em inglês) que continuam usando o nome do ícone dos anos 80 — só que agora com preço de joia e discurso de audiófilo hardcore. São eles: o NW-ZX900 (US$ 1.899,99), o NW-WM1AM3 (US$ 2.999,99) e o topo de linha NW-WM1ZM3 (US$ 5.899,99), que vira notícia justamente pelo chassi banhado a ouro.
Especificação virando experiência: o NW-WM1ZM3 usa um chassi usinado de precisão em cobre livre de oxigênio (OFC) 99,99% puro e banhado a ouro — não é um detalhe estético gratuito, é engenharia de condutividade elétrica aplicada a um bloco de metal que você carrega no bolso. O resultado: o aparelho pesa 670 gramas, bem mais que os 490 gramas do modelo anterior, o NW-WM1Z. É tocador de música que pesa como um gadget de outra categoria.
Foto: reprodução/ecoustics.com
O que mudou da geração anterior
Os três modelos ganham tela de até 5,5 polegadas em Full HD (1920x1080), um salto da resolução HD anterior, e rodam Android 16 — o modelo de entrada, inclusive, pula direto do Android 12 para a versão mais recente. Armazenamento interno vai de 64 GB no ZX900 até 256 GB no WM1ZM3, todos com suporte a cartão microSD de até 2 TB.
No áudio, a novidade é o processamento S-Master HX com Look-Ahead Noise Shaper, além do motor DSD Remastering Engine e do DSEE Ultimate nos dois modelos mais caros — tecnologias que tentam fazer arquivos digitais comprimidos soarem mais próximos do analógico. Bateria chega a até 35 horas de reprodução, dependendo do formato do arquivo. Os modelos AM3 e ZX900 usam chassi de alumínio com traseira de cobre banhada a ouro; só o ZM3 é de cobre maciço do início ao fim.
Vale o preço no Brasil?
Aqui a conversa esfria rápido. Não há anúncio de venda oficial da Sony no Brasil para a linha, e as projeções que circulam — baseadas no preço praticado no Japão, de até 650 mil ienes para o ZM3 — apontam para algo na casa dos R$ 22 mil depois de impostos e importação, sem fonte oficial brasileira confirmando isso. Mesmo o modelo de entrada, o ZX900, pode passar dos R$ 10 mil por aqui.
Isso coloca o Walkman de luxo em um nicho bem específico: colecionador, audiófilo raiz ou quem já tem um sistema de som caro o suficiente para realmente notar a diferença de um DAC dedicado. Para o streaming do dia a dia, um smartphone com bom driver resolve 95% do recado. Mas para quem vive de HD caro, cabo balanceado e fone de ouvido de referência, o novo topo de linha da Sony é, sim, tentador — só não espere achar um à venda na loja de esquina.