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Games19 de out. de 2026, 10:57Atualizada em 21 de out. de 2026, 13:35

Sony patenteia tecnologia que prevê seu comando antes de gerar o quadro

Patente da Sony usa lógica parecida com o rollback netcode de jogos de luta para adivinhar sua próxima ação e cortar o input lag da geração de quadros. Por ora, é só papel — nada confirmado para o PS5.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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O que a Sony registrou

A Sony entrou com uma patente para uma tecnologia de geração de quadros que tenta resolver o maior problema desse tipo de recurso: o atraso entre o que você aperta no controle e o que aparece na tela. A ideia, batizada no documento de "abordagem de geração algorítmica de quadros", foi publicada em 15 de outubro de 2026 e chamou atenção justamente pela forma como promete reduzir esse delay.

Antes de qualquer euforia: isso é uma patente, não um recurso anunciado para o PlayStation 5 ou para qualquer console. Patente é pesquisa registrada — pode virar produto, pode virar só mais um documento guardado na gaveta da Sony. Fica o alerta para quem já quer saber "quando chega no meu PS5": ainda não há previsão, nem confirmação de que vai chegar.

Foto: reprodução/shacknews.com

Como a previsão funcionaria

O pulo do gato, segundo a patente, é um sistema dividido em três partes: um encoder que lê o quadro atual, os vetores de movimento e o comando que você aperta no controle; um decoder que gera o quadro seguinte com base nessa leitura; e um mecanismo de segurança, sem IA, para corrigir a jogada se a previsão sair errada.

Na prática, a lógica é parecida com o rollback netcode usado em jogos de luta online como Street Fighter 6: em vez de esperar a informação chegar e só então reagir, o sistema já simula a ação esperada e ajusta depois se precisar. Aplicado à geração de quadros, isso significa que o decodificador pode montar o quadro extra antes mesmo de a GPU terminar de renderizar o próximo, porque já sabe qual botão você apertou.

Por que isso importa pra quem joga

Se você já usou o Frame Generation da NVIDIA, fabricante de chips gráficos que popularizou a técnica de criar quadros sintéticos entre dois quadros reais, ou o equivalente da AMD, sabe o incômodo: a imagem fica mais bonita e fluida, mas o jogo responde pior ao seu comando, porque o sistema precisa esperar o quadro seguinte renderizar de verdade antes de inserir o quadro artificial no meio. Em jogo competitivo, esse atraso é a diferença entre acertar o combo ou tomar o combo.

A proposta da Sony inverte a lógica: em vez de interpolar entre dois quadros já prontos, ela tenta adivinhar o quadro a partir do seu input antes da GPU terminar o trabalho. Se funcionar como descrito, resolveria exatamente a reclamação mais comum sobre frame generation. O problema é a palavra "se": a própria patente reconhece a complexidade matemática do algoritmo e o risco de errar a previsão em jogos de ação rápida ou multiplayer competitivo — justamente o público que mais se importaria com o ganho de latência.

Por enquanto, o recado é: fique de olho, mas não espere isso no próximo firmware do PS5.

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