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Gadgets08 de set. de 2026, 10:27

Sony ressuscita o WH-1000XM4 com bateria trocável e preço menor

Seis anos após o lançamento do aclamado WH-1000XM4, a Sony revive o modelo como WH-1000XM4C, agora com bateria removível e preço mais baixo. É a primeira vez que a linha 1000X volta a uma geração anterior em vez de avançar.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A Sony fez algo incomum para uma fabricante que vive de lançar sucessores: pegou um fone de seis anos atrás e o relançou. O WH-1000XM4C revive o WH-1000XM4, lançado em 2020 e ainda hoje citado como um dos melhores fones com cancelamento de ruído já feitos, só que agora com bateria removível e um preço de entrada mais camarada.

O que muda (e o que não muda)

Na essência, o XM4C é o XM4 de sempre: mesmo processador QN1 de cancelamento de ruído, os mesmos quatro microfones e o design dobrável que já conhecíamos. A Sony atualizou a afinação sonora e adicionou um equalizador de dez bandas, prometendo vocais mais claros e melhor separação de frequências. A grande novidade prática, porém, é a bateria: pela primeira vez nessa família, ela pode ser trocada pelo próprio usuário, o que estende a vida útil do produto e evita o descarte precoce por causa de uma célula degradada.

O preço dessa mudança aparece na autonomia: 27 horas com cancelamento de ruído ativado, ante as 30 horas do XM4 original, e 34 horas com o recurso desligado, contra 38 horas antes. O carregamento rápido também ficou mais modesto — 1 hora de uso a cada 3 minutos na tomada, enquanto o modelo original entregava 5 horas em apenas 10 minutos. É a compensação natural de um compartimento de bateria substituível.

Vale o preço no Brasil?

Nos Estados Unidos, o WH-1000XM4C sai por US$ 299,99, abaixo dos US$ 349 cobrados pelo XM4 quando foi lançado — um desconto relevante para quem quer entrar na série 1000X sem pagar o valor cheio do WH-1000XM5 ou do WH-1000XM6. O fone chega às lojas americanas em setembro, nas cores preta, prata platina e lavanda; ainda não há data ou preço confirmados para o mercado brasileiro, mas fones importados da linha XM historicamente chegam por aqui com impostos que praticamente dobram o valor original.

A jogada da Sony também é uma resposta indireta à Bose, que segue como principal rival na briga por cancelamento de ruído premium com a linha QuietComfort. Em vez de gastar recursos em uma nova geração para competir ponto a ponto, a Sony aposta que a nostalgia de um fone já consagrado, somada a um preço mais baixo e bateria reparável, é suficiente para segurar consumidores que adiariam a compra de um modelo mais caro. Para quem já usou o XM4 e sabe o que esperar, a proposta é tentadora — mas o teste real será o preço de chegada ao consumidor brasileiro.

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