
SpaceX dobra receita no 1º balanço pós-IPO, puxada por IA e Starlink
Empresa de Elon Musk faturou US$ 7,8 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 92% na comparação anual, com o negócio de computação para IA — que atende Anthropic e Google — crescendo 247%.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Primeiro balanço desde o IPO supera expectativas
A SpaceX divulgou nesta terça-feira (4) seu primeiro balanço trimestral desde a abertura de capital na bolsa americana, em junho de 2026 — o maior IPO da história, que levantou mais de US$ 85 bilhões e avaliou a empresa em US$ 1,75 trilhão. Os números do segundo trimestre superaram as projeções de Wall Street: a receita total somou US$ 7,8 bilhões, alta de 92% em relação aos US$ 4 bilhões registrados no mesmo período de 2025, superando em quase US$ 1 bilhão as estimativas de analistas.
A empresa ainda opera no vermelho, mas reduziu o prejuízo: a perda operacional caiu de US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2025 para US$ 541 milhões neste ano.
Starlink e computação para IA puxam o crescimento
O avanço da receita foi impulsionado por duas frentes. A divisão de conectividade, que inclui o Starlink, cresceu 66% na comparação anual, para US$ 4,29 bilhões, hoje respondendo por mais da metade do faturamento da companhia. A SpaceX afirmou que o serviço de internet via satélite já soma 12 milhões de assinantes, o dobro do registrado um ano antes.
Já o segmento de inteligência artificial — que aluga capacidade de computação de seus data centers para empresas como Anthropic e Google — teve o salto mais expressivo: alta de 247% na comparação anual, para US$ 2,56 bilhões. Segundo o CFO Bret Johnsen, a companhia já tem contratado um adicional de US$ 6,7 bilhões em receita de serviços de nuvem, que começa a ser reconhecido a partir de outubro deste ano.
Investimento pesado e caixa robusto
O crescimento acelerado veio acompanhado de um salto nos investimentos: a SpaceX gastou mais de US$ 28 bilhões em despesas de capital no primeiro semestre de 2026, ante US$ 7 bilhões no mesmo período do ano passado — o aumento no ritmo de gastos chegou a pressionar as ações da empresa, que caíram cerca de 8% no after-market no dia do balanço, para perto de US$ 125, abaixo dos US$ 135 da oferta inicial.
Ainda assim, a companhia termina o trimestre com um caixa robusto, resultado da captação bilionária do IPO, o que dá margem para sustentar a expansão simultânea de Starlink, dos negócios espaciais tradicionais e da aposta crescente em infraestrutura de computação para inteligência artificial — um movimento que aproxima cada vez mais o império de Elon Musk do mercado de nuvem disputado por gigantes como Amazon, Microsoft e Google.