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Mercado25 de ago. de 2026, 12:20

SpaceX: Trump comprou ações duas semanas após IPO

Segundo declaração financeira divulgada pelo governo, o investimento ficou entre aproximadamente R$ 77 mil e R$ 258 mil.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Entre US$ 15 mil e US$ 50 mil: o tamanho da aposta de Trump na SpaceX

O número que interessa aqui não é gigantesco para os padrões de Wall Street, mas é simbólico: entre US$ 15.001 e US$ 50.000 (algo como R$ 77 mil a R$ 258 mil) foi o valor que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, investiu em ações da SpaceX, segundo declaração financeira assinada em 12 de agosto e tornada pública em 22 de agosto. A compra aconteceu em 23 de junho, apenas 11 dias depois de a empresa de Elon Musk estrear na bolsa.

O contexto do IPO recorde

A SpaceX precificou, em 12 de junho, o maior IPO da história dos Estados Unidos, avaliando a companhia em cerca de US$ 1,77 trilhão. As ações saíram a US$ 135 e chegaram a superar os US$ 200 nos primeiros dias de negociação — um salto que evidenciou o apetite do mercado por exposição à space economy e à infraestrutura de IA que a empresa também vende. Quando Trump comprou seus papéis, em 23 de junho, o preço já havia recuado para a faixa dos US$ 150.

Quem ganha e quem perde

Do lado dos ganhadores está a própria narrativa da SpaceX: ter o nome do presidente na lista de acionistas reforça a percepção de que o IPO foi um evento de mercado de massa, não apenas institucional. A Casa Branca, pelo porta-voz Davis Ingle, tratou de blindar o episódio de qualquer leitura de conflito de interesse: segundo ele, o portfólio de Trump é administrado por instituições financeiras terceirizadas que replicam índices como o Schwab 1000, sem que o presidente tenha ingerência sobre as decisões de compra e venda.

Do lado do risco, fica o próprio investimento: com o papel tendo fechado recentemente perto de US$ 135 — mesmo patamar do preço de estreia —, a posição comprada a US$ 150 pode estar no vermelho, ainda que a exposição, no tamanho declarado, seja irrisória perto do patrimônio total do presidente.

O pano de fundo político

A compra ocorre em meio ao histórico de proximidade entre Trump e Musk, que já teve capítulos de aliança e de ruptura pública. O episódio reacende o debate sobre transparência em declarações financeiras de autoridades públicas, ainda que a Casa Branca insista que não há qualquer coordenação direta entre o presidente e as decisões de sua carteira de investimentos.

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