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IAMercado20 de out. de 2026, 19:18

Spinout de Michigan usa IA para testar robôs antes do mundo real

A Laplace Intelligence, derivada da Universidade de Michigan, usa agentes de IA e simulação para estressar robôs e carros autônomos antes do uso real. A startup já é lucrativa e disputa o Startup Battlefield do TechCrunch Disrupt.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Uma startup saída da Universidade de Michigan aposta que a única forma de garantir a segurança de robôs e carros autônomos é colocar outra IA para tentar quebrá-los antes. A Laplace Intelligence, startup derivada da Universidade de Michigan que testa robôs e carros autônomos antes do uso real, apresentou essa tese no Startup Battlefield, a competição de startups em estágio inicial do TechCrunch Disrupt, realizado de 13 a 15 de outubro em São Francisco. A empresa é lucrativa, segundo o TechCrunch.

O que a empresa faz

No centro da tecnologia está uma simulação de alta fidelidade, reconstruída a partir de dados do mundo real, combinada a um agente de IA que sonda continuamente pontos fracos e cenários de falha. A proposta é testar qualquer IA física — seja um robô, um veículo autônomo ou uma solução de cidade inteligente — dentro da simulação antes que ela chegue às ruas ou aos galpões. A Laplace usa a plataforma Cosmos, da Nvidia, para simular casos extremos e escalar os testes.

Foto: reprodução/techcrunch.com

Fundadores e origem acadêmica

A empresa foi fundada há cerca de um ano por Howie Sun, CEO, e Henry Liu, cientista-chefe, que se conheceram na Universidade de Michigan — Liu foi orientador de doutorado de Sun. Em 2023, os dois publicaram um artigo sobre testes de IA de direção autônoma em simulação que foi capa da revista científica Nature. Sun pesquisa o tema há oito anos no meio acadêmico, longe do perfil típico de fundador do Vale do Silício.

Clientes e lucratividade

Segundo o TechCrunch, a Laplace já gera receita e alcançou lucratividade modesta, vinda principalmente de aplicações ligadas a veículos autônomos. Entre os clientes estão a fabricante japonesa de caminhões Isuzu, a empresa texana de caminhões autônomos Bot Auto e a própria Nvidia. A reportagem também cita um piloto gratuito com a operadora T-Mobile em San Jose, além de parceiros que desenvolvem robótica humanoide para uso em armazéns. A startup concorre, no mercado de simulação para IA física, com empresas maiores, como a Applied Intuition, que já captou US$ 1,2 bilhão e é avaliada em US$ 15 bilhões.

O que ainda falta responder

O TechCrunch não informa se a Laplace já levantou rodada de investimento nem detalha valores de receita. Também não fica claro se a startup venceu o Startup Battlefield nem se pretende atender clientes fora dos Estados Unidos, incluindo o Brasil.

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