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IA04 de ago. de 2026, 22:50

Spotify amplia projeto de remixes e covers com IA e soma Merlin à UMG

A Merlin, que representa mais de 30 mil selos e distribuidoras independentes, entrou na parceria de remixes e covers gerados por inteligência artificial do Spotify, que já contava com a Universal Music Group.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Merlin se junta à UMG no projeto de IA do Spotify

O Spotify anunciou que a Merlin, organização que representa mais de 30 mil selos e distribuidoras de música independentes, aderiu ao projeto de remixes e covers gerados por inteligência artificial da plataforma. A Merlin passa a se juntar à Universal Music Group (UMG), que já fazia parte da iniciativa.

Como funciona a ferramenta

A funcionalidade é um recurso pago, oferecido como complemento (add-on), que permite criar remixes e covers de músicas usando IA. Para que uma faixa participe, os artistas precisam dar consentimento individual — o recurso não depende da liberação de um catálogo musical inteiro para funcionar. O produto está em fase de pré-lançamento, disponível para um grupo restrito de usuários, sem data de expansão geral divulgada.

O discurso do Spotify sobre artistas reais

O co-CEO do Spotify, Gustav Söderström, defendeu que o projeto é construído em torno de "artistas reais, não artistas falsos" e afirmou que "este produto não vai acontecer sem nós", referindo-se à participação ativa de gravadoras e artistas no processo. Já o outro co-CEO, Alex Norström, destacou três pilares da iniciativa: consentimento dos artistas, atribuição de crédito e garantia de compensação financeira.

Contexto: crescimento de faixas com IA

O anúncio ocorre em meio à disparada de conteúdo gerado por inteligência artificial no streaming de música. Segundo dado citado de julho de 2026, mais da metade das faixas enviadas diariamente ao Deezer já são geradas por IA — um salto ante os 10% registrados em janeiro de 2025.

Estratégia do Spotify em meio à pressão do setor

Ao condicionar o recurso ao consentimento explícito de artistas e à remuneração garantida, o Spotify busca se posicionar de forma diferente de ferramentas de IA musical que geram faixas sem vínculo direto com artistas ou selos, num momento em que a indústria fonográfica debate regras para uso de inteligência artificial na criação de conteúdo musical.

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