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IAMercado23 de set. de 2026, 20:56

Spotify lança Taste Profile nos EUA e deixa usuário editar o algoritmo

Spotify libera o Taste Profile para assinantes Premium dos EUA, permitindo ver e reescrever por texto como o app entende seus gostos musicais. Recurso ainda não tem data para chegar ao Brasil.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Spotify abre o algoritmo para edição por texto

O Spotify começou a liberar o Taste Profile para assinantes Premium maiores de 18 anos nos Estados Unidos. O recurso, movido por IA, mostra como o app interpreta o gosto musical do usuário e permite reescrever essas preferências usando linguagem natural, digitada em um campo de texto.

Os EUA são o maior mercado do Spotify em receita e tráfego, segundo a TechCrunch. Antes disso, a função rodava só em teste beta na Nova Zelândia, desde março de 2026.

Como funciona

Para acessar, o usuário toca no ícone de perfil, abre o menu e entra em Taste Profile. Ali aparece o campo "Tell us more", onde é possível escrever pedidos como: mais variedade de gêneros, menos de um artista específico, um clima mais energético, ou até remover categorias inteiras — caso de faixas para dormir ou conteúdo infantil.

As mudanças não são instantâneas: o Spotify diz que o feed "Home" reflete os ajustes em algumas horas. O sistema também cobre recomendações de podcasts e audiobooks, não só música.

Anúncio veio do SXSW

O Taste Profile foi apresentado em março de 2026, durante o SXSW em Austin, pelo co-CEO do Spotify, Gustav Söderström. Foi quando a empresa também revelou o modelo por trás da ferramenta: um sistema de IA que traduz comandos em linguagem natural para ajustes diretos no motor de recomendação.

A lógica é dar transparência a um processo que hoje é caixa-preta para a maioria dos usuários — muita gente reclama de recomendações repetitivas ou fora do gosto sem entender por quê.

O que ainda falta confirmar

A TechCrunch e o release oficial do Spotify não trazem cronograma de expansão para outros mercados. Não há data anunciada para chegada ao Brasil, nem confirmação se o recurso valerá para assinantes de planos familiares ou estudantes, hoje restrito a contas Premium individuais nos EUA. Também não ficou claro se o Spotify vai divulgar métricas de adoção do teste neozelandês antes de decidir a próxima expansão.

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