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Gadgets27 de ago. de 2026, 19:22

Starlink Mini é homologada pela Anatel e poderá ser vendida no Brasil

A Anatel aprovou a comercialização da antena Starlink Mini, versão compacta e portátil do serviço de internet via satélite. Ainda não há data confirmada para o início das vendas no país.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Uma Starlink que cabe na mochila

A Anatel homologou a Starlink Mini para uso no Brasil, liberando o caminho para a venda oficial da versão compacta do serviço de internet via satélite da SpaceX por aqui. Na prática, isso significa trocar uma antena do tamanho de uma mesa de centro por um equipamento que cabe em uma mala de mão.

Os números mostram bem a diferença. A Starlink Mini pesa pouco mais de 900 gramas e mede 30 cm x 25 cm x 3,8 cm — encaixa numa bagagem de mão sem drama. A antena tradicional de segunda geração, que já circula no Brasil, pesa 4,2 kg e mede 50 cm x 30 cm x 24 cm. É outra categoria de produto: uma pensada para instalação fixa, outra para ser jogada na mochila e ligada em qualquer lugar.

O que muda na prática

A Mini roda em Wi-Fi 5 (802.11ac) com tecnologia 3x3 MIMO e aguenta operar de -30°C a 50°C, com até 90% de umidade relativa — specs que fazem sentido para quem vai usar em trilha, sítio ou área rural sem infraestrutura. As unidades destinadas ao mercado brasileiro são fabricadas nos Estados Unidos, em fábricas do Texas e da Califórnia.

No papel, a proposta comercial já apareceu associada a um plano batizado de "Viagem", voltado a quem quer levar a antena para qualquer lugar, com valor equivalente a R$ 576 por mês. Já o plano residencial convencional, com a antena tradicional, sai por R$ 236 mensais.

Vale a pena esperar?

A homologação da Anatel é o passo regulatório, não o lançamento comercial — a Starlink ainda não confirmou data de início das vendas da Mini no Brasil. Para quem já usa a antena tradicional em casa fixa, a diferença de preço entre os planos sugere que a Mini deve ficar posicionada como produto de nicho: mobilidade e portabilidade custam mais caro que a instalação parada.

De qualquer forma, é um sinal de que a SpaceX quer ampliar o portfólio no país além do modelo residencial, mirando também quem viaja, trabalha em campo ou vive em áreas remotas sem cobertura de internet fixa ou móvel tradicional.

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