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MercadoGadgets06 de ago. de 2026, 23:49

Starlink quer virar operadora de celular nos EUA e desafiar AT&T e Verizon

SpaceX planeja combinar a constelação de satélites Starlink com uma rede móvel terrestre nos Estados Unidos, usando espectro comprado da EchoStar para competir com as grandes operadoras do país.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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SpaceX mira mercado de telefonia móvel dos EUA

A SpaceX está estudando expandir a Starlink para além dos satélites e entrar no mercado de rede móvel terrestre nos Estados Unidos. A empresa de Elon Musk quer combinar sua constelação orbital com uma infraestrutura em solo para competir diretamente com as três grandes operadoras do país: AT&T, Verizon e T-Mobile.

O plano foi detalhado por executivos da companhia durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, realizada em 4 de agosto. Segundo a presidente e COO da SpaceX, Gwynne Shotwell, a ideia é aproveitar a infraestrutura já instalada: "você poderia instalar uma estação de rádio base no mesmo equipamento que sustenta a antena de banda larga da Starlink", disse a executiva, sugerindo o uso de pequenas femtocélulas espalhadas pelo país conforme a demanda, em vez de erguer torres de celular tradicionais.

Espectro comprado da EchoStar

A base técnica do projeto é o pacote de 65 MHz de licenças de espectro sem fio que a SpaceX adquiriu da EchoStar, negócio avaliado em US$ 19,6 bilhões. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA aprovou a transferência das licenças em maio de 2026. Atualmente, a Starlink usa apenas 5 MHz desse tipo de espectro para a tecnologia direct-to-device (D2D), que conecta satélites a celulares comuns em parceria com operadoras existentes. O novo espectro tem componentes terrestres que a empresa agora pretende explorar para oferecer conectividade própria, sem depender de uma operadora intermediária.

Operadoras tradicionais reagem

AT&T, Verizon e T-Mobile já sinalizaram oposição ao avanço da Starlink nesse modelo. O temor das operadoras é perder controle de mercado e sofrer pressão sobre os preços de atacado da rede. Ainda assim, essas mesmas empresas têm buscado parcerias com conectividade via satélite para não ficar para trás na disputa tecnológica.

Sem prazo definido

Nem a SpaceX nem a FCC detalharam um cronograma de implantação ou os próximos passos regulatórios para o lançamento do serviço combinado. Também não foram divulgadas estimativas de investimento para a construção da rede terrestre. Por ora, o movimento é tratado como uma extensão natural da estratégia da Starlink, que já testa a tecnologia D2D com operadoras parceiras e busca ampliar sua presença no mercado de telecomunicações dos Estados Unidos.


Atualização (06/08, 09:39): Atualização (06/08/2026): A nova investida da SpaceX contra as operadoras de celular nos EUA ganhou um aliado importante: a Samsung. A fabricante sul-coreana está realizando testes de compatibilidade com a banda n252 NTN, tecnologia que vai permitir que smartphones se conectem nativamente à futura rede da Starlink, sem a necessidade de acessórios extras. Uma demonstração pública dessa integração já foi feita na CES 2026, em parceria com a Keysight Technologies, validando pela primeira vez uma conexão NR-NTN ao vivo na banda n252 com um chipset comercial de modem da Samsung, incluindo mobilidade satélite a satélite.

A expectativa é que, até 2027, aparelhos da Samsung — além de dispositivos da Apple e do Google — funcionem de forma nativa nas frequências que a SpaceX está montando para sua rede terrestre-satelital híbrida, eliminando barreiras técnicas para adoção em massa do serviço direto ao celular. Esse avanço complementa a estratégia da SpaceX de usar os 65 MHz de espectro adquiridos da EchoStar, por US$ 19,6 bilhões, para erguer antenas terrestres integradas aos satélites Starlink V2 e assim disputar diretamente clientes de AT&T, T-Mobile e Verizon.

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