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Segurança03 de nov. de 2026, 08:53

Startup ucraniana cria receptor de bolso que capta vídeo de drones russos

Dispositivo de 280g da CODE380 intercepta transmissões de vídeo não criptografadas de drones russos, mas avanço para sinais digitais pode encurtar sua vida útil.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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O dispositivo

A CODE380, startup de equipamentos de defesa de Kyiv, lançou o D·Vision SDR, um receptor portátil de cerca de 280 gramas (10 onças) que intercepta os feeds de vídeo transmitidos por drones russos em campo. O peso é menos da metade de modelos concorrentes usados por tropas ucranianas. A TechCrunch divulgou o dispositivo em 2 de novembro de 2026.

Como funciona

O aparelho usa arquitetura de rádio definido por software (SDR) para escanear o espectro eletromagnético entre 500 e 8.700 MHz. Drones russos costumam transmitir vídeo sem criptografia. O D·Vision SDR capta esse sinal e exibe a imagem para as tropas ucranianas.

Com isso, soldados conseguem ver para onde o drone está se dirigindo. Também veem o que o piloto remoto está mirando antes do ataque. O dispositivo também cobre os canais de rádio usados pelos drones Molniya desde junho de 2026. Serhii "Flash" Beskrestnov, especialista em rádio que assessora o presidente da Ucrânia, afirma que a maioria dos detectores não enxerga essas frequências, ou as capta mal.

Quem usa e onde

Equipes ucranianas de drones usam o aparelho para monitorar drones russos de reconhecimento. A CODE380 foi fundada em agosto de 2026. A equipe tem cerca de oito pessoas no núcleo de desenvolvimento.

O limite da vantagem

A equipe pequena consegue lançar atualizações de software. Isso permite adaptar o receptor se a Rússia trocar as frequências usadas pelos drones. Mas duas mudanças podem neutralizar o dispositivo no futuro.

A primeira é a migração russa para vídeo digital. Receptores analógicos como o D·Vision SDR ficariam inúteis nesse cenário. A segunda é o avanço de drones Molniya guiados por inteligência artificial, equipados com chips Nvidia. Esses drones não emitem sinais rastreáveis, o que elimina o sinal que o receptor precisa captar.

Beskrestnov alertou sobre o risco de depender demais de detectores. Ele disse que a maioria dos aparelhos do mercado não vê bem essas frequências novas. A corrida tecnológica entre interceptação e blindagem de sinal continua em campo.

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