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Mercado18 de ago. de 2026, 16:47

tecnologia que usa som para apagar incêndios capta US$ 15 milhões de investimento

A Sonic Fire Tech levantou US$ 15 milhões em rodada Série A liderada pelo The O.H.I.O. Fund, com participação da Khosla Ventures, para expandir seu sistema de supressão de incêndios por ondas sonoras a cozinhas comerciais e prédios residenciais.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 15 milhões para apagar fogo com som

A Sonic Fire Tech, startup de Cleveland, Ohio, fechou uma rodada Série A de US$ 15 milhões liderada pelo The O.H.I.O. Fund, com participação da Khosla Ventures. O aporte vem dez meses depois de a empresa ter captado US$ 3,5 milhões em uma rodada seed, em outubro de 2025 — um salto que mostra a aposta dos investidores em uma tecnologia ainda pouco testada em escala comercial.

Como funciona o sistema

A tecnologia da Sonic Fire Tech usa infrassom — ondas sonoras abaixo da faixa audível pelo ouvido humano — para interromper a combustão do fogo. Um gerador bombeia essas ondas por tubos de PVC instalados no teto; quando sensores detectam chamas, o sistema dispara as ondas infrassônicas para debelar o incêndio em segundos, sem deixar resíduos de água ou produtos químicos. A empresa diz ser a única tecnologia do tipo que gera seu próprio agente de supressão sem causar dano colateral ao ambiente.

De onde vem a ideia

O CEO e cofundador Geoff Bruder é um ex-engenheiro de pesquisa da NASA, com histórico em acústica e engenharia térmica, incluindo trabalho em motores Stirling termoacústicos e no projeto do Glenn Extreme Environment Rig, no NASA Glenn Research Center. Ele desenvolveu o protótipo ao lado do presidente do conselho, Michael Thomas, depois de perceber que tentativas anteriores de supressão sonora com frequências audíveis representavam risco à audição humana — daí a opção pelo infrassom.

Para onde vai o dinheiro

Com o novo capital, a Sonic Fire Tech quer expandir a tecnologia, hoje testada principalmente contra incêndios florestais, para cozinhas comerciais, edifícios residenciais novos e retrofits, casas em áreas de risco de incêndio e baterias de íon-lítio. O apelo comercial é direto: cerca de 75% das cozinhas comerciais que sofrem incêndio não reabrem depois do sinistro, segundo dados citados pela empresa. Bruder afirma que o processo de aprovação regulatória para o sistema deve ser significativamente mais curto que os cerca de três anos típicos do setor, e a indústria de seguros já avalia conceder descontos de prêmio para quem adotar a tecnologia.

Quem ganha com isso

Se a promessa se confirmar em escala, quem sai na frente são operadores de cozinhas comerciais e seguradoras, que hoje arcam com o custo de incêndios que destroem negócios inteiros. Para os investidores, a aposta é que a Sonic Fire Tech consiga transformar uma tecnologia de nicho, testada contra incêndios florestais, em um produto replicável para o mercado imobiliário e de seguros — caminho ainda a ser validado meses depois desta rodada.

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