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IAMercado29 de out. de 2026, 19:43

SuperMe capta US$ 20 milhões para rede de clones de IA de especialistas

Startup de Casey Winters e Ludo Antonov treina perfis de IA com o conhecimento de profissionais reais e monta chats em grupo para responder perguntas. Rodada é liderada por Kirsten Green, da Forerunner Ventures.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 20 milhões para escalar uma rede de clones digitais

A SuperMe, startup de perfis de inteligência artificial de especialistas, acaba de fechar uma rodada de US$ 20 milhões liderada por Kirsten Green, fundadora da Forerunner Ventures, gestora de venture capital conhecida por apostas early-stage em consumo, com participação da Greylock Partners. É um salto relevante em relação ao aporte inicial: a empresa havia nascido com US$ 6,8 milhões captados sob liderança da própria Greylock, menos de dois anos atrás.

Como o produto tenta resolver um problema simples

Foto: reprodução/x.com

A proposta da SuperMe, segundo o cofundador e CEO Casey Winters, é responder a uma pergunta direta: como compartilhar o conhecimento que está na cabeça do 1% de profissionais mais experientes de cada área. Na prática, o usuário digita uma pergunta no chatbot e a plataforma identifica quais especialistas cadastrados têm mais autoridade no tema, criando então um chat em grupo com os perfis de IA desses profissionais — que podem ser questionados em conjunto ou individualmente depois. A empresa também já integra seus perfis via Model Context Protocol a assistentes como Claude e ChatGPT.

De onde vem o conhecimento

Os perfis são alimentados por fontes públicas — LinkedIn, YouTube, Substack, blogs — e, quando o especialista autoriza, por aplicativos conectados como Google Drive, Notion, Gmail e ferramentas de anotação de reuniões como a Granola, startup de transcrição de calls usada por times de produto e vendas. A empresa diz filtrar informações pessoais e segredos comerciais antes de qualquer resposta chegar ao usuário final.

Quem ganha e o que ainda falta provar

Fundada em 2024 por Winters — que passou por cargos executivos em Grubhub, Pinterest e Eventbrite — e por Ludo Antonov, ex-chefe de engenharia em Pinterest, Lyft e Whatnot, plataforma de live commerce, a SuperMe hoje tem cerca de 13 funcionários e usa o dinheiro novo para contratar e melhorar os modelos de IA por trás dos perfis. O produto ainda é gratuito, e o modelo de receita — limitar perguntas e cobrar depois, com algum tipo de incentivo para os especialistas que cedem conhecimento — está em aberto. Quem ganha por ora são os investidores que entraram na rodada seed a um preço bem menor; quem precisa se mexer é a concorrência de busca e assistentes genéricos, que a SuperMe tenta superar oferecendo autoridade de nome e rosto reconhecíveis em vez de respostas anônimas.

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