
Surface Laptop Ultra chega dia 16 por US$ 2.599 com chip da Nvidia dentro
Novo notebook da Microsoft tem carregamento magnético exclusivo por USB-C, chip Nvidia RTX Spark e passou por testes com braço robótico em laboratório da empresa em Redmond.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Da promessa ao preço: US$ 2.599
Dezoito núcleos de processamento, 24 GB de RAM, 512 GB de armazenamento. É a configuração de entrada do Surface Laptop Ultra, novo notebook top de linha da Microsoft, que chega às lojas americanas em 16 de outubro por US$ 2.599. Essa conta não inclui impostos de importação, então quem pensa em trazer um dos EUA precisa somar isso à conta — a Microsoft não anunciou preço ou disponibilidade oficial para o Brasil.
O salto em relação à geração anterior de Surface Laptops não é só de número. É de proposta. O coração da máquina é o RTX Spark, chip da Nvidia construído em arquitetura Arm, prometido como o mais potente já colocado num Surface.
O que muda na mão: carregamento magnético em USB-C
Quem já usou um Surface mais antigo conhece o conector proprietário Surface Connect. Ele sai de cena. No lugar, entra o que a Microsoft chama de "Magnetic Connect": um USB-C com magnetos ao redor da porta, que prende o cabo e se solta se alguém tropeçar nele — um retorno ao conceito do antigo conector magnético, agora dentro do padrão USB-C. O notebook carrega por qualquer uma das três portas USB-C, mas só a porta do lado direito tem o recurso magnético, e usar o cabo da Microsoft não é obrigatório.
Na configuração mais robusta, a Microsoft promete até 128 GB de memória unificada e 1 TB de armazenamento — por US$ 5.899,99, bem mais que o dobro do modelo de entrada.
Testado por robô, não só por engenheiro
Antes de chegar à loja, o notebook passou pelo laboratório de confiabilidade da Microsoft em Redmond, nos Estados Unidos. Lá, a empresa tenta simular três anos de uso em três semanas de testes. Uma caneta Surface, guiada por um braço robótico, passa semanas desenhando linhas e formas na tela para testar a resistência do display, enquanto outros testes expõem o aparelho a calor extremo, frio, chuva, poeira e radiação ultravioleta.
Vale o preço no Brasil?
Sem data ou valor oficial de venda por aqui, qualquer comparação é especulativa. Mas o preço americano já é mais alto que o do MacBook Pro de entrada, que virou referência de mercado. Quem depende de importação paralela historicamente paga bem mais que a tabela dos EUA quando o produto cruza a fronteira.