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Games20 de out. de 2026, 19:05

Techland admite que suporte a Dying Light: The Beast "não funcionou"

O CEO da Techland, estúdio polonês criador da franquia Dying Light, anunciou o fim do suporte a Dying Light: The Beast, lançado em setembro de 2025, e reconheceu que o modelo de suporte de 5 anos não deu certo.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Quando o estúdio admite o erro em vez de empurrar hype

Tem uma coisa rara na indústria de games: estúdio assumir publicamente que uma estratégia falhou. Foi o que fez Pawel Marchewka, CEO e fundador da Techland, estúdio polonês por trás da franquia Dying Light, numa sessão de perguntas e respostas no Discord. O assunto: o fim do suporte a Dying Light: The Beast, lançado em setembro de 2025.

A frase que resume tudo, na voz do próprio CEO: "o modelo de suporte de 5 anos não funcionou tão bem quanto esperávamos." Sem filtro, sem spin de marketing. Marchewka completou dizendo que a Techland é "um estúdio AAA" e que, a cada novo título, quer "entregar uma experiência inesquecível e extrapolar os limites do que os games podem fazer" — só que isso exige gente e tempo, e sustentar suporte de longo prazo pra um jogo só trava os projetos novos.

Foto: reprodução/einerd.com

O que muda na prática

"Fim do suporte" aqui não quer dizer abandono raivoso: significa que não vêm mais atualizações de conteúdo substancial nem DLCs grandes. A Techland está tratando o game como uma experiência completa e fechada desde a concepção — inclusive, um port para PS4 e Xbox One que estava planejado foi cancelado no começo de 2026.

O contraste chama atenção: o primeiro Dying Light, de 2015, recebeu atualizações por dez anos, até 2025. Já Dying Light 2: Stay Human, de 2022, continua recebendo suporte normalmente. Ou seja, a decisão parece mirar especificamente em The Beast, não numa guinada geral da empresa contra suporte longo.

Por que isso importa pra quem compra o jogo

Aqui vai o ponto que interessa ao consumidor: Marchewka não detalhou se o "não funcionou" se refere a vendas, engajamento dos jogadores ou outra métrica qualquer — e essa falta de transparência é exatamente o tipo de coisa que a comunidade de Dying Light já está cobrando nos fóruns e no próprio Discord do estúdio. Quando um estúdio anuncia suporte de anos como parte do apelo de venda e depois corta pela metade, quem comprou no lançamento esperando conteúdo por anos tem todo o direito de cobrar explicação melhor que um "não funcionou" genérico. Fica o recado: antes de comprar um jogo prometendo suporte plurianual, vale lembrar que promessa de roadmap longo não é garantia.

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