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Gadgets13 de out. de 2026, 01:22

Teclado mecânico resiste à era dos notebooks finos, mostra ascensão da Keychron

Marca que nasceu em uma campanha de Kickstarter em 2017 virou sinônimo do renascimento dos teclados mecânicos, com modelos que vão do básico K2 a edições com corpo todo em madeira. No Brasil, importação e dólar perto de R$ 5 ainda pesam no bolso.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um teclado barulhento contra a maré da uniformidade

Enquanto notebooks ficam cada vez mais finos e os teclados embutidos cada vez mais genéricos, um movimento oposto ganhou força nos últimos anos: o dos teclados mecânicos customizáveis. Em artigo publicado pelo TechCrunch, o jornalista Lucas Ropek descreve como a Keychron — fabricante de periféricos que nasceu de uma campanha de Kickstarter em 2017 — se tornou um símbolo desse revival, com teclados que teclam alto, pesam na mesa e, segundo o autor, tornam a escrita "uma coisa bonita".

Do K2 básico às edições em madeira maciça

Foto: reprodução/techcrunch.com

O modelo mais citado é o Keychron K2, vendido a 60 dólares, com conexão via USB e Bluetooth e pernas de inclinação ajustáveis — o tipo de teclado de entrada que, segundo o autor, conquistou o usuário e "nunca mais o deixou olhar para trás". Mas a linha foi além do básico: o K8 HE Wireless chega com corpo todo em madeira maciça e iluminação de LED, por cerca de 200 dólares, enquanto a família de switches magnéticos (série K, Q e V) varia entre 100 e 200 dólares dependendo da configuração. Já o C0 HE One-Handed, voltado a gamers e com design mais industrial, estava esgotado no momento da reportagem.

A cobertura do Tom's Hardware sobre o K8 HE Special Edition confirma o apelo estético "mid-century" das versões em madeira e reforça que o diferencial da marca está na combinação de switches magnéticos com personalização via QMK — recurso que permite remapear teclas e ajustar a sensibilidade de atuação sem depender de software proprietário fechado.

Vale o preço no Brasil?

Aqui é onde a conta aperta. Com o dólar oscilando perto de R$ 5,00 nesta semana, segundo dados do mercado cambial, um K2 de 60 dólares já bateria algo como R$ 300 só na conversão direta — sem impostos de importação, frete internacional ou ICMS, que no Brasil costumam mais que dobrar o preço final de eletrônicos vindos de fora. As versões em madeira, na faixa de 200 dólares, facilmente passariam de R$ 1.500 quando compradas via plataformas internacionais e taxadas na alfândega.

Comparado à geração anterior de teclados mecânicos — mais pesados, sem Bluetooth e quase sempre vendidos só para o mercado gamer —, a proposta da Keychron de unir portabilidade, som agradável e opções de design é genuinamente mais interessante. Mas para o consumidor brasileiro, a equação mais sensata ainda costuma ser esperar por lojas nacionais que já importam o produto com garantia e nota fiscal, mesmo pagando um pouco mais caro que o preço de tabela americano. O capricho de um corpo em madeira maciça é bonito, mas dificilmente sai barato por aqui.

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