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Mercado17 de ago. de 2026, 15:31

Terra Industries, Startup africana, fecha a maior rodada seed do continente

A nigeriana Terra Industries captou mais US$ 18 milhões e fechou o maior seed round já registrado na África, com aporte total de US$ 52 milhões. A startup de defesa vai abrir escritório em Londres e mira contratos de US$ 100 milhões até o fim do ano.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 52 milhões. É o tamanho final da rodada seed da nigeriana Terra Industries, startup africana, depois de uma extensão de US$ 18 milhões anunciada nesta segunda-feira — o maior seed round já fechado por uma startup do continente, segundo o TechCabal. O aporte se soma a tranches anteriores de US$ 11,75 milhões e US$ 22 milhões levantadas ao longo de 2026.

O que a empresa faz

Fundada em 2024 por Nathan Nwachuku e Maxwell Maduka, a Terra Industries desenvolve sistemas autônomos de segurança para proteção de infraestrutura crítica: drones de longo e médio alcance, drones interceptadores, torres sentinela e veículos terrestres não tripulados, incluindo modelos capazes de detectar minas. Tudo roda sobre a ArtemisOS, plataforma proprietária da empresa para detecção de ameaças em tempo real e planejamento autônomo de missões em terra, ar e mar. Hoje a tecnologia já protege ativos avaliados em cerca de US$ 11 bilhões em vários países africanos.

Quem apostou

A rodada teve entrada de dois novos nomes — Norleo Space Investments e o investidor-anjo Grant Gordon — ao lado dos já existentes 8VC (liderado por Joe Lonsdale), Silent Ventures, Nova Global, Belief Capital e SV Angel. "Infraestrutura crítica no Sul Global é mais bem protegida por sistemas desenhados para esses ambientes e construídos nas regiões que protegem", disse Nathan Nwachuku, cofundador e CEO da empresa.

Quem ganha e o que vem a seguir

A Terra mira faturamento na casa das dezenas de milhões de dólares até o fim de 2026 e projeta fechar o ano com US$ 100 milhões em contratos — incluindo ao menos um contrato federal em pipeline. O capital vai financiar a abertura do primeiro escritório internacional, em Londres, além de escritórios em San Francisco e Washington D.C., e a expansão da capacidade fabril em Gana e Nigéria: a fábrica Pax-2, em Gana, deve abrir no quarto trimestre de 2026 e chegar a 50 mil unidades de capacidade anual até 2028.

Quem sente a concorrência são fornecedores tradicionais de defesa que já venciam contratos governamentais no Sul Global, sobretudo companhias da Turquia, China e do Ocidente — mercado que a Terra diz atacar com produtos desenhados especificamente para as condições da região.

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