
Terremoto de magnitude 4,8 atinge região central do Chile
Epicentro ficou a 4 km a noroeste de Farellones, área montanhosa perto de Santiago, e o tremor ocorreu a cerca de 98 km de profundidade, sem registro de feridos ou danos.
Por Letícia Prado · Repórter de Ciência
Pra escala humana
Um terremoto de magnitude 4,8 sacudiu a região central do Chile na sexta-feira (18), por volta das 13h52 no horário local (mesmo horário de Brasília). O epicentro foi localizado a 4 quilômetros a noroeste de Farellones, localidade montanhosa a cerca de 33 quilômetros de Santiago, segundo o Centro Sismológico Nacional (CSN) da Universidade do Chile. É um abalo perceptível, do tipo que faz luminárias balançarem e gente correr pra porta — mas nada perto da escala que derruba prédios.
O que está confirmado
Foto: reprodução/olhardigital.com.br
O CSN e o Centro Sismológico Europeu do Mediterrâneo (EMSC) registraram magnitude 4,8, com profundidade estimada em cerca de 98 quilômetros. O tremor foi sentido em diferentes intensidades na escala Mercalli: grau V em Quillota, grau IV em cidades como Limache, Quilpué, Viña del Mar e San Felipe, e graus mais baixos (II e III) em municípios da Região Metropolitana e da região de O'Higgins. Até o fechamento desta apuração, nenhuma fonte oficial chilena — nem o Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred) — havia relatado mortos, feridos ou danos a infraestrutura.
A hipótese da divergência
Vale registrar que agências diferentes calcularam números ligeiramente diferentes, o que é normal em eventos sísmicos recém-ocorridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), agência federal americana que monitora terremotos no mundo todo, classificou inicialmente o mesmo evento com magnitude 5,2 e profundidade de 100 km, localizando o epicentro a cerca de 3 km a noroeste de Farellones — dentro da margem esperada de variação entre redes de sensores e metodologias de cálculo. Esses valores tendem a ser revisados e ajustados nas horas seguintes a um sismo, à medida que mais estações captam e processam os dados.
Por que a região treme
A área central do Chile fica sobre uma das zonas sismicamente mais ativas do planeta, onde a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana. Tremores de magnitude moderada como este são relativamente frequentes na região e, via de regra, não indicam risco elevado — mas o monitoramento local segue de perto qualquer sequência de réplicas.