
The Witcher 3: Remastered chega ao PC; veja os requisitos de sistema
A CD Projekt Red, estúdio polonês criador da franquia, divulgou os requisitos mínimos e recomendados para rodar The Witcher 3: Wild Hunt Remastered no PC. O jogo já está disponível e é gratuito para quem tem a versão original.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Remaster chega com requisitos salgados, mas nada absurdos
A CD Projekt Red, estúdio polonês por trás da franquia The Witcher, confirmou os requisitos de sistema para rodar The Witcher 3: Wild Hunt — Remastered no PC. O relançamento chegou nesta terça-feira (29) para PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC (GOG, Steam, Epic Games Store e Battle.net), trazendo visual retrabalhado, combate aprimorado, sistema de habilidades reformulado, animações refeitas e suporte a mods multiplataforma.
A boa notícia pro bolso: quem já comprou a edição base do jogo recebe o Remastered de graça, sem custo extra. A má notícia é que, pra aproveitar de verdade as melhorias visuais, pode ser necessário desembolsar num upgrade de hardware.
Requisitos mínimos
Para rodar em 1080p, gráficos mínimos e 30 FPS, a CD Projekt Red pede:
- Processador: Intel Core i5-8400 ou AMD Ryzen 5 2600
- Memória RAM: 12 GB
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1660, AMD Radeon RX 5500 XT ou Intel Arc A580
- Armazenamento: 60 GB em SSD
Requisitos recomendados
Já para quem quer 1080p em gráficos altos e 60 FPS, a lista sobe de patamar:
- Processador: Intel Core i7-8700K ou AMD Ryzen 5 3600X
- Memória RAM: 16 GB
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2060 Super, AMD Radeon RX 6600 XT ou Intel Arc B580
- Armazenamento: 60 GB em SSD
Vale a pena upgradar o PC por isso?
Aqui está o ponto que interessa a quem já é fã de longa data: se o seu PC já rodava o Witcher 3 original em configurações medianas, boas chances de que ele também dê conta do Remastered no mínimo. O detalhe que pesa é a exigência de SSD — quem ainda joga com HD vai precisar migrar de qualquer forma, custo que vai além da placa de vídeo.
Para a galera que joga desde 2015, a régua ficou justa: GTX 1660 e Ryzen 5 2600 já têm alguns anos de estrada, o que sugere que a CD Projekt Red tentou manter o remaster acessível pra base de fãs consolidada, sem empurrar todo mundo pra uma geração recém-lançada de hardware. Ainda assim, quem quiser efeitos mais pesados como ray tracing deve sentir o peso extra na placa de vídeo — um gasto que vale pesar antes de sair trocando peça.
O fato de o upgrade ser gratuito para quem já possui o jogo ajuda a suavizar a decisão: o investimento, se vier, é só em hardware — não em comprar o game de novo.
Atualização (29/09, 22:00): ## Atualização (30/09)
Jogadores que rodam The Witcher 3: Wild Hunt Remastered em placas de vídeo AMD relataram falhas gráficas logo no lançamento do remaster. Entre os problemas reportados nas redes sociais e no Reddit estão árvores e outros elementos de vegetação que simplesmente não carregavam — um usuário com uma Radeon RX 9070 XT descreveu a floresta de White Orchard praticamente vazia —, além de blocos pretos em sombras, texturas e modelos que não carregavam corretamente, travamentos e engasgos (stutter) durante o jogo.
A CD Projekt RED já havia orientado os jogadores a atualizar os drivers de vídeo antes de iniciar o game, já que o remaster passou a usar um novo renderizador em DX12, o que aumenta a dependência de drivers atualizados. A AMD lançou nesta terça-feira (29/09) a atualização AMD Radeon Adrenalin Edition 26.9.2, que adiciona suporte oficial a The Witcher 3: Wild Hunt Remastered e corrige os problemas gráficos relatados pelos usuários de placas Radeon. Após a instalação do novo driver, jogadores confirmaram que as falhas, incluindo o desaparecimento das árvores, foram resolvidas.