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Mercado11 de set. de 2026, 11:15

Thrive Capital abriu caminho de VCs em times esportivos; Collaborative Fund segue a trilha

Depois de Thrive Capital pavimentar a entrada de fundos de venture capital na compra de franquias esportivas, a Collaborative Fund investiu no D.C. United e no estádio Audi Field, tratando o clube como vitrine para seu portfólio.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Fundos de venture capital descobrem o esporte como ativo

A Collaborative Fund, gestora nova-iorquina de 15 anos e cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, comprou participação no D.C. United e no estádio Audi Field, em Washington. O aporte saiu do mesmo fundo early-stage que a firma usa para cheques de seed e Series A — sinal de que o time está sendo tratado menos como ativo para guardar e mais como infraestrutura de negócio.

Quem puxou essa fila foi a Thrive Capital, gestora de venture capital fundada por Joshua Kushner e que tem Bob Iger, ex-CEO da Disney, como parceiro. A Thrive já detém participação no San Francisco Giants e comandou a compra integral do Los Angeles Lakers por US$ 12,5 bilhões, negócio recorde no esporte americano. A gestora criou até um veículo permanente, batizado de "Thrive Eternal", dedicado a manter franquias e instituições culturais no longo prazo.

A aposta da Collaborative: vitrine para o portfólio

Craig Shapiro, fundador e sócio-gerente da Collaborative Fund, resumiu a tese: "uma franquia é o produto consumer definitivo". A ideia é transformar o Audi Field em vitrine viva para as startups já investidas pela gestora, como a fabricante de pulseiras fitness Whoop e a marca de bebidas Olipop — ambas poderiam ganhar ativações no dia de jogo, da testagem de wearables ao cardápio da concessão.

O D.C. United é um dos clubes originais da Major League Soccer (MLS) e tem base de torcedores de décadas, além de deter o próprio Audi Field, o time de desenvolvimento Loudoun United FC e os direitos de um futuro time de expansão em Baltimore. Fundado em 2008 por US$ 35 milhões, o clube hoje vale US$ 785 milhões, incluindo o estádio e imóveis adjacentes — um salto puxado pela valorização de cerca de 134% das franquias da MLS desde 2019 e pelo efeito Messi no Inter Miami, que dobrou de valor em dois anos.

Quem ganha e quem fica de fora

O movimento amplia um campo até aqui dominado por fortunas individuais e private equity — firmas como Sixth Street (Celtics, Patriots, Giants), Ares (Dolphins, financiamento do Chelsea), RedBird (AC Milan, Fenway Sports Group) e Arctos já têm posições em times dos EUA e da Europa. A diferença agora é o tamanho do cheque: enquanto a Thrive mira negócios bilionários, a Collaborative testa se o modelo funciona também em escala early-stage, usando o estádio como canal de distribuição para startups menores. O negócio ainda depende de aprovação da MLS.

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