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Mercado12 de ago. de 2026, 23:46

Thrive Holdings, braço de IA da Thrive Capital, capta US$ 2 bi e vale US$ 12 bi

A Thrive Holdings, holding que compra empresas de serviços e as reestrutura com inteligência artificial, levantou US$ 2 bilhões com SoftBank, D1 Capital Partners e Altimeter Capital, avaliada em US$ 12 bilhões.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 2 bilhões e uma avaliação de US$ 12 bilhões

A Thrive Holdings, holding criada há pouco mais de um ano por Josh Kushner, fundador da Thrive Capital, fechou uma rodada de US$ 2 bilhões que eleva sua avaliação a US$ 12 bilhões. É a primeira vez que a empresa recebe capital de investidores externos: até aqui, o dinheiro vinha só dos próprios sócios da Thrive Capital, gestora que administra cerca de US$ 50 bilhões em ativos e é uma das principais apostadoras da OpenAI.

O cheque foi assinado por SoftBank, D1 Capital Partners e Altimeter Capital — três nomes acostumados a apostas de alto risco e alto retorno em tecnologia. A entrada desse trio sinaliza que o modelo de negócio da Thrive Holdings, batizado por alguns analistas de "private equity para IA", passou a ser visto como tese replicável e não apenas experimento interno de um family office de venture capital.

Como o dinheiro é usado

Diferente de um fundo de VC tradicional, a Thrive Holdings compra participações de controle em empresas de serviços que já cresceram consolidando concorrentes menores — hoje são mais de 70 negócios sob o guarda-chuva do grupo — e depois aplica IA para automatizar processos internos. As duas frentes mais maduras são a Current, na área de contabilidade, com mais de 50 escritórios e 2 mil profissionais, cujo produto TaxAI já processou mais de 7 mil declarações fiscais com 98% de precisão e cortou em 30% o tempo de preparação; e a Shield, de TI, com cerca de 20 empresas, onde ferramentas de IA aceleraram em 36 vezes a resolução de chamados de suporte. A nova frente anunciada mira serviços regulatórios para ativos físicos, como infraestrutura, data centers, manufatura, saúde e energia.

Quem ganha com o negócio

A OpenAI é a grande beneficiada indireta. Desde dezembro de 2025, a empresa de Sam Altman tem participação acionária na Thrive Holdings e chegou a ceder equipe — incluindo o chefe de pesquisa aplicada, Boris Power — para acelerar a adoção de seus modelos dentro das empresas do grupo. Na prática, a Thrive Holdings funciona como vitrine e canal de distribuição para tecnologia da OpenAI em setores tradicionais que dificilmente adotariam IA de ponta sozinhos. Para SoftBank, D1 e Altimeter, a aposta é que esse modelo de "comprar e automatizar" produza margens muito acima da média de serviços profissionais — o mesmo caminho que empresas como a Bending Spoons já testam em outros mercados, com marcas digitais como AOL, Vimeo e Eventbrite.

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