
TikTok passa a bloquear buscas por peptídeos como BPC-157 e semaglutida
Termos como semaglutida, BPC-157 e retatrutide agora retornam página de "nenhum resultado encontrado" no TikTok; a busca geral por "peptídeos" continua liberada.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
Buscas específicas saem do ar
Quem tenta buscar por certos peptídeos no TikTok está recebendo uma página de "nenhum resultado encontrado". É o caso de termos como semaglutida, BPC-157, retatrutide e TB-500, segundo apuração do The Verge.
A restrição, porém, é cirúrgica. Buscar pelo termo genérico "peptídeos" continua trazendo uma enxurrada de vídeos curtos. Pequenas variações de grafia de BPC-157 e TB-500 também seguem puxando conteúdo já publicado, e o próprio TikTok sugere buscas alternativas que levam aos mesmos vídeos.
O que são esses peptídeos
BPC-157 e retatrutide fazem parte de um grupo de substâncias não aprovadas e não reguladas para consumo humano, vendidas por fornecedores de mercado cinza como produtos "para pesquisa". Influenciadores promovem o uso para emagrecimento e cicatrização de feridas, muitas vezes sem orientação médica.
Semaglutida é o princípio ativo de medicamentos para diabetes e obesidade como Ozempic, aprovado e vendido sob prescrição — diferente das versões informais circulando como peptídeo avulso.
Quem notou a mudança
A restrição foi identificada por Jeff Tang, influenciador ligado a Bryan Johnson, empresário americano que ficou conhecido por protocolos públicos de longevidade e consumo intenso de suplementos. Tang publicou um post e depois um vídeo acusando a farmacêutica Eli Lilly de pressionar o bloqueio das buscas.
Não há, até o momento, nenhuma confirmação de que a Eli Lilly tenha solicitado a mudança. O TikTok não respondeu ao pedido de comentário do The Verge sobre o motivo da restrição.
Vídeos continuam no ar
Apesar do bloqueio na busca, não há indício de remoção em massa de vídeos sobre o tema. O conteúdo que já existia na plataforma permanece acessível por outros caminhos, o que sugere uma mudança pontual no mecanismo de busca, não uma política de remoção de conteúdo.
A iniciativa ocorre em meio ao crescimento de vídeos sobre peptídeos como alternativa a tratamentos médicos regulados, um mercado que farmacêuticas e reguladores vêm monitorando de perto nos Estados Unidos.