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Mercado09 de out. de 2026, 10:50

Tim Cook diz que não interfere nas decisões do novo CEO da Apple

Agora presidente executivo do conselho da Apple, Tim Cook afirmou em entrevista que não interfere nas decisões de John Ternus, seu sucessor no comando da empresa. A declaração reforça a tentativa da Apple de sinalizar continuidade e autonomia na nova gestão.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Cook assume papel de bastidor e nega influência sobre decisões de Ternus

Tim Cook, que deixou o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro de 2026 após mais de uma década no comando, afirmou que não interfere nas decisões de John Ternus, engenheiro que assumiu a liderança executiva da empresa. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, publicada em 8 de outubro, Cook foi direto: "John e eu temos um nível incrível de confiança um no outro (...) Eu não interfiro. Eu não sou um intrometido", disse, segundo reportagem do The Verge.

John Ternus, engenheiro que comandava a área de hardware da Apple desde 2021 e está na empresa desde 2001, foi indicado ao conselho em abril e assumiu oficialmente o posto de CEO no início de setembro, ao final de um processo de sucessão descrito pela Apple como planejado a longo prazo e aprovado de forma unânime pelos diretores. Cook, por sua vez, passou a ocupar a cadeira de presidente executivo do conselho de administração (executive chairman), função em que diz se concentrar em política global e na interlocução da empresa com governos de diferentes países.

Foto: reprodução/9to5mac.com

Um padrão entre as grandes techs

A passagem de bastão na Apple segue um movimento observado em outras gigantes do setor nos últimos anos, em que fundadores ou executivos de longa data deixam o posto de CEO mas permanecem na companhia em cargos de supervisão ou presidência do conselho — caso de Jeff Bezos na Amazon e de Larry Page e Sergey Brin no Google. Esse modelo busca equilibrar continuidade estratégica com autonomia operacional para o novo comando, mas também abre espaço para dúvidas sobre o real grau de independência do sucessor.

O que está em jogo para a governança da Apple

A declaração pública de Cook tem o objetivo de dissipar justamente esse tipo de dúvida: a de que ele continuaria tomando decisões de fato enquanto Ternus ocuparia apenas um posto simbólico. Analistas de mercado e investidores tendem a observar de perto se a transição é bem-sucedida, já que a percepção de autonomia do novo CEO influencia a confiança do mercado na continuidade da estratégia de produtos e na governança da companhia. Para a Apple, que atravessa um momento de lançamentos relevantes, mostrar uma transição de liderança estável é tão importante quanto a execução técnica do próprio Ternus à frente da empresa.

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