
Toda a memória RAM prevista para 2027 já foi vendida, dizem fabricantes
Samsung, SK hynix e Micron esgotaram a capacidade de DRAM e HBM programada para 2027, no que analistas classificam como o pior ano de escassez de memória já registrado, com preços subindo até 55% no trimestre.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Capacidade de 2027 esgotada antes do ano começar
A produção de memória RAM (DRAM) e memória de alta banda (HBM) programada para 2027 já foi inteiramente vendida pelos três maiores fabricantes do mundo — Samsung, SK hynix e Micron —, segundo informações compiladas por veículos internacionais como Tom's Hardware, TechCrunch e Tweaktown. A situação é descrita por analistas do setor como a pior escassez de memória já registrada, superando os apagões de oferta vistos em ciclos anteriores da indústria.
Data centers de IA consomem a oferta futura
O gatilho por trás do esgotamento é a corrida das big techs e laboratórios de inteligência artificial por capacidade de memória para treinar e operar modelos cada vez maiores. Segundo a TechCrunch, grandes empresas de IA já compartilham suas previsões de demanda de médio e longo prazo diretamente com a Samsung para garantir fornecimento futuro, e fabricantes de memória vêm assinando acordos de longo prazo (LTAs) que reservam capacidade de produção por até cinco anos.
Diante da disputa, os fabricantes redirecionaram parte da produção que antes abastecia eletrônicos de consumo para atender data centers de IA, o que reduz a oferta disponível para PCs, notebooks e smartphones.
Preços já sobem até 55%
Segundo a consultoria TrendForce, os preços médios de DRAM devem subir entre 50% e 55% neste trimestre em comparação ao quarto trimestre de 2025. O impacto já chegou ao consumidor final: a própria Samsung passou a repassar o aumento no custo dos componentes para o preço de smartphones e tablets da linha Galaxy.
Escassez deve durar até 2028
Fabricantes como a própria Samsung já alertaram que o cenário de escassez deve se estender por todo o ano de 2027, com possibilidade de persistir até 2028. Isso significa que fabricantes de PCs, consoles e celulares provavelmente vão continuar repassando o aumento de custo de componentes de memória aos consumidores ao longo dos próximos dois anos, em um cenário que já vinha sendo antecipado por fabricantes de placas-mãe, que projetam altas de até 50% em seus próprios produtos em 2026.
Efeito em cadeia na indústria
A escassez de memória se soma a outros componentes sob pressão de fornecimento no ciclo atual de expansão da infraestrutura de IA, reforçando um padrão em que a demanda por hardware de data center compete diretamente com a produção destinada a dispositivos de consumo — e, por ora, a IA está vencendo essa disputa por capacidade fabril.